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Messa – Belfry

Messa – Belfry

Doom / Drone / Ambient
Itália
Facebook / Bandcamp
Aural Music

Voltando alguns meses atrás para falar de um dos melhores álbuns que escutei em 2016, o debut da banda italiana Messa. Fazendo uma autodescrição de suas ideias em torno da sua música, Messa reúne 4 membros com gostos musicais e personalidades diferentes,  isso é um dos motivos que fazem com que a sonoridade da banda seja algo tão diverso. Os integrantes são Mark (baixo / guitarra), Sara (vocal), Alberto (guitarra principal) e Mstyr (bateria).

A banda explora diversos tipos de sonoridades e ideias ao decorrer do álbum, sejam eles vindos do Drone, Doom, Ambient Music, Industrial ou até mesmo do Jazz, Belfry não é apenas mais um álbum com uma sonoridade seguindo um padrão básico ou pré estabelecido, a música da Messa é algo que atinge diversos aspectos e trabalha dentro de uma fonte de opções bem vasta.

O álbum está repleto de faixas instrumentais que possuem uma abordagem dentro do Dark Ambient. “Alba” a faixa de abertura traz uma atmosfera pesada e com algumas guitarras numa pegada drone. “Faro” tem um clima melancólico e traços bem minimalistas e funciona muito bem como um interlúdio. “Tomba” e “Bell Tower” já remetem uma sensação mais horripilante e assustadora, como se fizessem parte da trilha sonora de um filme de terror.

As demais faixas apresentam composições inspiradas e um instrumental bem detalhado. “Babalon” alterna entre passagens mais quietas tendo leves toques da guitarra acompanhando o vocal, antes do seu o refrão extenso e poderoso numa pegada arrastada bem sombria. “Hour of the Wolf” e “Blood” são duas faixas que trazem evoluções impressionantes. A primeira vai de leves dedilhados na guitarra acompanhados pelo vocal suave da Sara, à um instrumental intenso que explora bem elementos do Occult Rock, ganhando uma pegada mais envolvente, enérgica e trazendo passagens mais sabbathicas em seus instantes finais, com direito à um solo de guitarra muito bem realizado. A segunda (Blood) é a faixa mais extensa e mais interessante do álbum, ao longo de 10 minutos a banda executa boa parte do seu repertório de ideias e estilos que tomou como influência. Desde ritmos drones e monolítocos acompanhados pelo vocal em alto tom nos instantes iniciais, aos momentos mais intensos do instrumental pesado e assombroso. Ainda há uma passagem trazendo saxofones (e um clarinete inicialmente se não me engano), ao melhor estilo de bandas que executam o chamado Dark Jazz. “New Horns” traz uma sonoridade mais limpa e com uma leve acelerada no instrumental em relação à outras faixas do álbum, trazendo mais uma ótima performance de Sara e um final incrivelmente pesado e psicodélico. “Outermost” e seu instrumental carregado arrastam o ouvinte novamente dentro do ambiente sombrio propagado pela banda. Alguns vocais nessa faixa trazem uma pegada mais etérea bem interessante e a abordagem mais drone é uma presença forte no instrumental. “Confess” é a faixa que encerra o álbum e traz uma bela melodia folk / country acompanhada pelo vocal hipnotizante da Sara.

Belfry é uma verdadeira jornada pelo universo de sombras feito pela Messa, um trabalho ousado e que surpreende pela forma como a banda conseguiu executar e trabalhar tantas ideias de uma forma tão precisa e honesta logo em seu debut. Absolutamente impressionante!

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Going back a few months ago to talk about  of one the best albums I’ve heard in 2016, the debut of the Italian band Messa. Making a self-description of your ideas around your music, Messa meets 4 members with different musical tastes and personalities, that’s one of the reasons that make the sound of the band is something so different. The members are Mark (bass / guitar), Sara (vocals), Albert (lead guitar) and Mistyr (drums).

The band explores different types of sounds and ideas to the course of the album, whether they came from the Drone, Doom, Ambient Music, industrial or even Jazz, Belfry is not just an album with a sound following a basic or pre established pattern, Messa’s music  is something that affects many aspects and works within a source of well wide options.

The album is filled with instrumental tracks that have an approach in the Dark Ambient. “Alba” the opening track brings a heavy atmosphere and some guitars in a drone footprint. “Faro” has a melancholy mood and well minimalist features and works very much like an interlude. “Tomba” and “Bell Tower” already refer more horrifying and frightening sensation, as if they were part of the soundtrack of a horror movie.

The other tracks have inspired compositions and well detailed instrumental. “Babalon” alternates between the quieter passages with light guitar tones accompanying the vocal before its extensive and mighty chorus  in a very dark dragged footprint. “Hour of the Wolf” and “Blood” are two tracks that bring impressive developments. The first one brings light fingerings on guitar accompanied by soft vocals of Sara, going to an intense instrumental exploring elements of Occult Rock, gaining a more engaging footprint, energetic and bringing more sabbathic passages in his final moments, with the right to a well-made guitar solo. The second one (Blood) is the longest track  and more interesting song in the album, over 10 minutes the band performs much of its repertoire of ideas and styles that took as influence. Since drones and monolithic rhythms accompanied the loudly vocal  in the early stages, till the most intense moments of the heavy and haunting instrumental. there is still a passage bringing saxophones (and a clarinet initially if not mistaken ), in the best style of bands that perform the so-called Dark Jazz. “New Horns” brings a cleaner sound and with a light accelerated  in the instrumental relative to the other tracks on the album, bringing more great performance of Sara and an incredibly heavy and psychedelic ending. “Outermost” and its loaded instrumental  drag the listener back into the gloomy atmosphere spreaded by the band. Some vocals in this track bring a more ethereal footprint very interesting and a more drone approach is a strong presence in sound. “Confess” is the track that closes the album and brings a beautiful melody folk / country accompanied by the mesmerizing vocals of Sara.

Belfry is a real journey through the shadows of the universe made by Messa, a bold work and that surprises by how the band managed to perform and work as many ideas as precisely and honestly  on his debut. Absolutely stunning!

Tracklist:
01 – Alba
02 – Babalon
03 – Faro
04 – Hour of the Wolf
05 – Blood
06 – Tomba
07 – New Horns
08 – Bell Tower
09 – Outermost
10 – Confess