BARDO POND – VOLUME 8

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A banda americana Bardo Pond possui uma longa e prolífica carreira que ultrapassa a marca de 30 registros oficias lançados, nos quais ela sempre buscou elevar o patamar de suas jams recheadas de experimentação e psicodelismo.

E é justamente na série dos “Volumes” onde a banda tem entregado alguns de seus trabalhos mais instigantes. O Volume 8 é o mais recente deles, o álbum será lançado no próximo mês via Fire Records, e é sem sombra de dúvidas uma adição valiosa à já rica discografia do grupo.

Eu confesso que não sou um grande conhecedor da discografia da banda, mas pelo fato dela sempre estar disponibilizando material novo, eu acabo acompanhando alguns deles. E mesmo que a música feita pela Bardo Pond não seja o meu tipo de entorpecente sonoro favorito, eu me surpreendi positivamente com o Volume 8.

O lado criativo da banda é algo que indiscutivelmente consegue transportar sua mente para as paisagens sonoras mais coloridas e delirantes possíveis, apostando numa combinação entre o Rock Psicodélico, Shoegaze, Stoner Rock, Space Rock, entre outros. É uma paleta musical diversa mas que ao escutarmos não apresenta uma complexidade que inicialmente lhe traria dificuldade em assimilar aquilo que você está ouvindo. Pelo contrário! Esse lado mais acolhedor e porquê não, familiar do Volume 8, é aquilo que deixou a experiência mais leve e natural.

O álbum é composto por cinco faixas que totalizam cerca de 40 minutos de duração total, trazendo desenvolvimentos controlados e executados de uma forma tranquila, permitindo que sua mente transite pela riqueza de detalhes que vão surgindo ao longo das faixas. E há sempre algum atrativo à parte em cada uma delas, como o uso constante e marcante da flauta na faixa inicial “Kalilash”.

A onírica “Power Children” é incrivelmente bela e traz uma sensação de paz e conforto indescritível, mas ainda não é o ponto de destaque do álbum. Esse título eu dou para a faixa de encerramento “And I Will”, uma odisséia de 15 minutos de duração onde a banda coloca todas suas cartas na mesa e te leva por uma jornada que beira o transcendental, destacando a performance da vocalista Isobel Sollenberger. O único ponto baixo no álbum para mim é a faixa “Cud”, um interlúdio simples que não apresenta o mesmo impacto das demais faixas, talvez se estivesse localizada entre a “Kailash” e a “Flayed Wish”, eu não me sentira um pouco deslocado em relação à ela.

Volume 8 é um álbum agradável e uma recomendação para aqueles que apreciam o tipo de som psicodélico feito pela Bardo Pond, onde jams nas quais você esperaria apenas improvisações e algo menos elaborado, acaba revelando momentos belos que farão bem aos seus ouvidos e mente.

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