CONVERGE – THE DUSK IN US

Na resenha de hoje falarei sobre o The Dusk in Us, nono álbum de estúdio da influente e clássica banda americana Converge, lançado no dia 3 de Novembro via Epitaph Records.

A banda que já havia me deixado uma ótima impressão com o EP I Can Tell You About Pain , este principalmente por causa da faixa “Eve” que é de longe uma das minhas favoritas feitas pelo grupo, The Dusk In Us chegou e me virou do avesso. E não digo isso por ser um daqueles fanáticos ficam possessos e furiosos quando alguém me fala que não conhece ou que não gosta da banda, eu mesmo não gostei dela logo no primeiro contato, foi algo que exigiu tempo e mente aberta. E isso é algo que caso você precisará caso esta seja sua primeira experiência com a banda

O álbum incorpora características já conhecidas pelos fãs da banda e que foram recorrentes em trabalhos anteriores, ritmos acelerados com um poderio sonoro brutal, pesada e capaz de destroçar tudo o que surgir pela frente serão recorrentes ao logo do álbum, e principalmente em faixas como “Eye of the Quarrel”, “Wildlife” e “Cannibals”, mostrando que a energia contagiante do grupo está afiada como sempre, assim como a química entre Koller, Newton e Ballou.

Algo que não será novidade para aqueles que acompanham a banda, é como ela consegue trabalhar elementos de outras vertentes e introduzi-los dentro de sua música sem soar um ctrl c + ctrl v. E passando longe de qualquer convencionalidade, faixas como “Under Duress” e “Murk & Marrow” conseguem transformar texturas “estranhas” em algo que você não consegue parar de pensar à respeito.

Ainda sobra tempo para a banda emplacar duas faixas mais distintas dentro do contexto do álbum. A faixa título e “Thousands of Miles Between Us” revelam o lado mais introspectivo do grupo, contando com um instrumental que te ganha pela amenidade e sutileza, te acerta com letras fortes e passagens atmosféricas incríveis e honestamente imersivas, sendo complementadas pela sensibilidade vocal de Bannon, que durante todo o álbum se mostrou em ótima forma sendo capaz de berrar como se não houvesse amanhã, e também demonstrou versatilidade conforme fosse requisitado.

The Dusk in Us apresenta a Converge novamente em grande forma, reafirmando e expandido algo que eles são os mestres e nunca pararam de moldar ao longo dos anos. Um álbum que demanda toda sua atenção e faz valer à pena cada minuto.

 

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