ENTREVISTA: NEUROSIS

Clássica, influente e mais qualquer outro termo que possa ser adicionado ao se falar do Neurosis. A banda californiana possui 32 anos de carreira e uma discografia que representa um mosaico abrangente de sonoridades, experimentações e álbuns aclamados.

A banda se apresentará em São Paulo no próximo mês e tivemos a honra de conversar com o guitarrista/vocalista Steve Von Till. Espero que gostem e boa leitura!

 

D: É uma grande honra poder realizar esta entrevista! Como você está e como tem sido o ano para a banda até o momento?

Steve: Obrigado por reservar um tempo para fazer esta entrevista! 2017 tem sido incrível até o momento. Nós tocamos na Islândia pela primeira vez, na Austrália, Nova Zelândia, Escandinávia,  Canadá e também na costa Oeste dos Estados com Converge e Amenra no último verão. E agora pela primeira vez nós iremos na América do Sul. É incrível como mesmo após 32 anos de carreira com a banda nós ainda podemos ter novas aventuras em novos lugares. 

 

D: Sobre as apresentações na América do Sul, o que isso representa para vocês? E no passado, houve alguém interessado em trazer a banda até aqui e por alguma razão isso não pôde se concretizar?

S: Nós nunca tivemos uma oportunidade antes. Nós nunca fomos procurados com uma oferta séria para nos apresentarmos na América do Sul como ocorreu desta vez. Estamos completamente gratos por ter a oportunidade de ir até aí e compartilhamos nossa música com pessoas que se identificam com ela.

 

D: Sua música não é algo que se tornou datado, não se extinguiu da memória de quem conheceu vocês há décadas atrás e continua atraindo novos fãs em todos os cantos do mundo nos dias atuais. O quão importante isso é para você como músico? E isso te toca como indivíduo, saber que sua expressão musical é capaz de continuar criando essas conexões?

S: Temos uma sensação de gratidão incrível de que fomos capazes de encontrar uns aos outros como irmãos, chegar neste som único e conseguir captar todas as formas importantes de expressão das partes mais profundas de todos nós. O simples fato de possuirmos a sorte de mudar nossa música seria o suficiente, mas saber que outras pessoas sentem reações emocionais com nossa música é incrível. 

 

D: A banda possui uma vasta discografia, caracterizada pela forma com que vocês são capazes de atribuir novas influências, explorar novos caminhos e sonoridades, conseguindo criar uma identidade própria e distinguível à cada álbum. Como vocês analisariam as mudanças e processos que resultam em cada álbum lançado?

S: Eu tento não analisar isso. Cada álbum é um novo momento com novas experiências e desafios, nós simplesmente procuramos continuar a evoluir e empurrar os nossos próprios limites para honrar o espírito do nosso som e nunca deixá-lo estagnar. Ele deve permanecer vital para nós.

 

D: O Neurosis representa uma grande influência para muitos artistas e bandas que surgiram no passado e ainda surgem nos dias atuais. Houve um determinado momento em que vocês perceberam que o tipo de som que a banda fazia tinha se transformado em uma influência?

S: Depois de um tempo ficou óbvio que tínhamos um legado capaz de inspirar os outros. Mas novamente, nunca poderíamos ter previsto que a nossa música estranha teria tal efeito. Muitas bandas serviram de motivação e inspiração para a gente querer pegar nossas guitarras e encontrar o nosso próprio som único, o fato de que podemos ter tido esse mesmo efeito sobre os outros é provavelmente o maior elogio que poderíamos receber.

 

D: Para mim, nunca foi uma experiência comum escutar um álbum da banda. Suas letras passam uma sensação profunda e ao mesmo tempo algo que os ouvintes acabam se identificando, param pra pensar à respeito e por isso acabam criando um vinculo emocional com sua música. Suas composições surgem primeiramente de experiências pessoais que vocês passaram? 

S: As letras surgem de várias maneiras. Na maioria das vezes é como traduzir vozes escondidas dentro da música e que tentamos decifrar o que elas estão dizendo. O que parece certo, o que sentimos que é certo. As palavras não são preconcebidas em torno de temas específicos ou ideias, mas é claro que nossas próprias experiências de vida têm um impacto na escolha da palavra e da forma como ouvimos essas vozes.

 

D: Os membros da banda colecionam projetos paralelos ao longo dos anos, e há também, o álbum colaborativo com a Jarboe. Eu sei que estou um pouco atrasado, mas gostaria de saber, como foi trabalhar com a Jarboe e se em algum momento vocês cogitaram em dar continuidade nessa parceria? 

S: Ela definitivamente está possuída pelo espírito da música e é realmente capaz de mergulhar completamente em sua criação. Swans foi uma enorme influência para nós e ser capaz de trabalhar com ela foi uma honra.

 

D: Qual é a importância da música e da arte na sua vida? Como você enxerga o papel dela no sentido da condição humana?

S: Arte e música são duas das maiores formas de expressão da evolução de nossa éspecie. Eu não consigo imaginar a vida sem a habilidade de me expressar nessas formas e estar apto a me perder nas expressão dos outros.

 

D: Após todos esses anos, você acredita que a banda tenha passado por todos desafios que poderiam surgir? Ou os desafios atuais partem de você mesmo, numa jornada pessoal que você desbrava através da música e tocando ao vivo?

S: Honestamente, eu não acredito que a vida parará de colocar novos desafios em nosso caminho e isso é algo que com certeza irá influenciar na forma como nós  expressamos e abordamos nossa música. 

 

D: Obrigado por conceder esta entrevista, desejamos que sua passagem pelo nosso país seja especial. Você gostaria de passar alguma mensagem para os fãs do Neurosis aqui no Brasil? 

S: Nós estamos ansiosos para tocar no Brasil e dividirmos uma noite incrível com vocês!

 

 

Neurosis em São Paulo

 

Evento: https://www.facebook.com/events/430366533985478

Abertura da casa: 18 horas

18h30: Saturndust

19h30: Deaf Kids

20h30: Neurosis
2º lote antecipado promocional: R$ 120 (até a véspera do show)
Na hora: R$ 140 meia / R$ 280 inteira.

 

Pontos de venda 

Yoga Punx (rua Doutor Cândido Espinheira, 156 – Perdizes)
(11) 94314-7955

Volcom (rua Augusta, 2490 – apenas em dinheiro)
(11) 3082-0213

Loja 255 na Galeria do Rock
(11) 3361-6951

Ratus Skate Shop (rua Doná Elisa Fláquer, 286, Centro, em Santo André)
(11) 4990-5163

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