Moral Void – Deprive

a3727671065_16Algumas bandas te agradam pela forma que constroem o álbum, a habilidade de elaborar um conceito a cada faixa e aos poucos introduzir novos detalhes, às vezes de uma forma complexa e desafiadora, mas com o objetivo final de entregar um álbum que reúna tudo dentro da mesma ideia. E isso é algo que eu gosto, inclusive alguns dos meus álbuns favoritos se encaixam nessa descrição. Mas a música não precisa seguir exatamente essa fórmula para me agradar, pelo contrário, uma banda que saiba ir direto ao ponto e entregar o que o ouvinte espera desde o início do álbum é algo que eu valorizo muito. E esse é o caso do Deprive, álbum de estreia do power trio Moral Void.

A banda surgiu no ano de 2012 em Chicago e desde então nos deu pequenas amostras da forma destrutiva e coesa com que executa seu Blackened Hardcore em combinado ao Crust, inclusive um Split impecável com a Young and in the Way (que foi minha introdução à música da Moral Void). E como eu citei na introdução da resenha, a banda simplesmente sabe como entregar de forma direta sua música, sem desperdiçar o tempo ou preencher o álbum com coisas descartáveis. Deprive carrega 10 faixas insanamente agressivas e pesadas, que certamente vão agradar à todos que apreciam abordagens mais extremas que reúnem o Hardcore e Curst.

A dinâmica do álbum é muito bem executada, predominantemente guiada por ritmos esmagadores e velozes que te deixarão ofegante. As duas primeiras faixas do álbum “Harvest” e “Callous” respectivamente, já deixam mais do que claro a ideia da forma agressiva e brutal que a Moral Void executa sua música. Mas não poderíamos tirar conclusões precipitadas, certo? Apesar dessa fúria visceral que a banda apresenta na maior parte do álbum, ela também agrada quando executa sua música através de ritmos menos acelerados. A prova disso são as faixas “Drudge” e “Shadow”, ambas trazem ritmos que apesar de arrastados, continuam pesados e brutais. Inclusive a “Shadow” é a faixa mais extensa do trabalho e aquela que apresenta uma composição diferenciada, com maiores detalhes e você percebe que a banda está completamente à vontade de apresentar algo há mais em seu repertório.

Faixas favoritas: Prey, Shadow e Martyr.

Tracklist:
01 – Harvest
02 – Callous
03 – Drudge
04 – Dust
05 – Prey
06 – Frail
07 – Bereft
08 – Deceit
09 – Shadow
10 – Martyr

 

 

 

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Uma opinião sobre “Moral Void – Deprive”

  1. ALBUM REVIEW: MORAL VOID – DEPRIVE

    Some bands grab your attention for the way they build an album, the ability to elaborate a concept at each track and gradually introduce new details, sometimes in a complex and challenging way but with the ultimate goal of delivering an album that gathers everything within the same idea. And that’s something I like, even some of my favorite albums fit this description. But music does not need to follow exactly this formula to please me, a band that knows how to go straight to the point and deliver what the listener expects from the beginning of the album is something I treasure very much. And this is the case of Deprive, debut album of the power trio Moral Void.

    The band emerged in the year 2012 in Chicago and since then gave us small samples of the destructive and cohesive form with which it performs its Blackened Hardcore with Crust elements, including a flawless Split with Young and in the Way (which was my introduction to Moral Void’s music). And as I quoted in the introduction of the review, the band simply knows how to directly deliver their music, without wasting time or filling the album with disposable stuff. Deprive carries 10 insanely aggressive and heavy tracks, which will certainly please everyone who enjoys more extreme approaches that assemble Hardcore and Crust.

    The album’s dynamics are very well executed, predominantly guided by crushing and fast paces that will leave you breathless. The first two tracks of the album “Harvest” and “Callous” respectively, already leave more than clear the idea of the aggressive and brutal way that Moral Void performs its music. But we couldn’t jump to conclusions, right? Despite this visceral fury that the band shows for most part of the album, it also pleases when performing their music through less accelerated rhythms. The evidence of this is the tracks “Drudge” and “Shadow”, both bring rhythms that even though dragged, remain heavy and brutal. And “Shadow” is the most extensive track of the album and the one that presents a differentiated composition, with more details and you realize that the band is completely willing to present something there is more in their repertoire.

    Favorite tracks: “Prey”, “Shadow” and “Martyr”.

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