Goya – Harvester of Bongloads

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a3630581200_16Você sabe que será um bom ano para a cena do Stoner / Doom quando se tem um novo álbum da banda Goya. Sei que estou trazendo a resenha do Harvester of Bongloads com um atraso considerável em relação ao lançamento oficial do álbum que aconteceu no dia 3 de Março, mas é uma banda que eu simplesmente não poderia deixar passar em branco aqui no blog, mesmo que à essa altura o álbum está mais que divulgado e elogiado em todos os cantos da web.

Goya é uma das bandas que mais gosto da cena atual do Stoner / Doom, todo lançamento feito pela banda traz consigo faixas que possuem em comum a característica de se prenderem imediatamente em sua mente e permanecerem por lá mesmo depois que você termina de escutá-las. Um vício mais do que justificável pela qualidade musical do grupo e que se comprova novamente com o ótimo Harvester of Bongloads.

Quatro faixas que totalizam 40 minutos de duração total, é assim que Harvester of Bongloads se apresenta ao ouvinte. Abrindo com a colossal “Omen” e seus 20 minutos de extensão, a Goya provavelmente criou um dos hinos da música chapada e pesada no ano. A faixa apresenta três capítulos: I. Strange Geometry, II. Fade Away, III. Life Disintegrates, responsável por ritmos densos e arrastados, com uma quantidade generosa de bons riffs, criando uma atmosfera completamente intoxicante na qual o quanto mais você se envolve, mais delirante sua mente se tornará.

“Omen” é uma experiência tão profunda, que fico até meio desorientado e me esqueço que logo em sequência vem “Germination”, essa mais curta, mas também eficiente. Uma breve jam lisérgica para perder o restante da consciência e logo em seguida temos a “Misanthropy on High”. Assim como a “Omen”, a faixa carrega esse tom grandioso, com desenvolvimentos ocorrendo de uma forma menos constante, o que permite você mergulhar dentro da atmosfera da faixa. O vocal do Jeff Owens soa cada vez mais poderoso e alucinante, sendo um dos pontos que mais me agradaram no álbum. “Disease” é a última dose, letalmente mais acelerada que as anteriores mas partilhando da mesma potência e nebulosidade. Owens, Decarlo e Lose entregam um desfecho que vai fritar o que tiver sobrado dos seus neurônios.

Harvester of Bongloads é um dos trabalhos mais pesados e entorpecentes do gênero que escutei ao longo do ano, e claro, indispensável para aqueles que querem ser consumidos por um novo vício.

 

Tracklist:
01 – Omen: I. Strange Geometry, II. Fade Away, III. Life Disintegrates
02 – Germination
03 – Misanthropy on High
04 – Disease

 

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Um comentário sobre “Goya – Harvester of Bongloads

  1. ALBUM REVIEW: GOYA – HARVESTER OF BONGLOADS

    You know it will be a good year for the Stoner/Doom scene when you have Goya releasing a new album . I know I’m bringing this review with a considerable delay in relation to the official release of the album that happened on March 3rd, but it’s a band that I just couldn’t let go blank here on the blog, even though at this point the album is more than advertised and praised in all hazy corners of the web.

    Goya is one of the bands that I like most of the current Stoner/Doom scene, every release made by the band brings together songs that have in common the characteristic of locking themselves immediately in our minds and staying there even after you finish listening to them. An addiction more than justifiable for the musical quality of the group and that is proved again with the great Harvester of Bongloads.

    Four tracks reaching 40 minutes of total duration, this is how Harvester of Bongloads presents itself to the listener. Opening with the colossal “Omen” and its 20-minute extension, Goya probably created one of the hymns of the stoned and heavy music in the year. The track features three chapters: I. Strange Geometry, II. Fade Away, Ill. Life Disintegrates, responsible for dense and dragged rhythms, with a generous amount of good riffs, creating a completely intoxicating atmosphere in which the more you engage, the more delirious your mind will become.

    “Omen” is such a profound experience, that I get a little disoriented and forget that soon after the sequel comes “Germination”, is way shorter but also efficient. A brief jam to lose the rest of the consciousness and then we have “Misanthropy on High”. As “Omen”, the track carries that grandiose tone, with developments occurring in a less constant form, which allows you to dive into the song’s atmosphere. Jeff Owens ‘ vocals sound increasingly powerful and hallucinating, being one of the most pleasing points on the album. “Disease” is the last dose, lethally more accelerated than the previous ones but sharing the same potency and hazy level. Owens, Decario and Lose deliver a closure that will fry whatever’s left of your brain.

    Harvester of Bongloads is one of the heaviest albums of the genre I’ve listened to throughout the year and of course indispensable for those who want to be consumed by a new addiction.

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