Comity – A Long Eternal Fall

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Facebook / Bandcamp
Throatruiner Records / Translation Loss Records 

 

Não é uma tarefa fácil resumir a carreira de uma banda como a Comity com poucas palavras, além de estar na ativa desde 1996, a banda já compartilhou o palco com nomes como Today is the Day, Converge e Cave In. No seu quinto álbum de estúdio A Long Eternal Fall, a banda novamente se mostra apta em fugir das repetições, do convencional e de qualquer comparação prévia. Sua música extrema e experimental sempre proporciona aos ouvintes uma experiência sonora única e em A Long Eternal Fall isso não é diferente.

Lançado no dia 26 de Maio numa parceria entre os selos Throatruiner Records e Translation Loss Records, o álbum possui um lado conceitual que é resumido pelo guitarrista François Pingent: “a ideia de se considerar o tempo como o único deus. Uma força não onisciente que é tudo, você não poder ser parte dela. O tempo apaga tudo aquilo que estiver em seu caminho. Uma marcha nas ruínas. A única coisa que ele lhe trará são as memórias – memórias de coisas e pessoas que se foram, de qualquer forma“.

Some esse conceito à uma trilha sonora repleta de momentos alucinantes, intensificados pelo instrumental minuciosamente vasto e dissonante criado pelo grupo, e você terá uma ideia do que A Long Eternal Fall se trata. Não é uma experiência sonora simples ou fácil de se assimilar, é indigesta e árdua, cada faixa assume a ideia de um capítulo próprio dentro desse conceito, sendo simplesmente nomeadas por algarismos romanos, e cada um desse capítulos te consumirá aos poucos até você chegar ao limite do que a Comity pode proporcionar com sua música.

Dissonante, pesado e turbulento, são as primeiras palavras que vem à minha mente para descrever o álbum. Os gêneros explorados pela banda passam pelo metal extremo, Sludge, Noise, Mathcore, em alguns momentos se sobrepondo mais uns em relação aos outros, mas na maioria das vezes sendo combinados de uma forma certeira e esmagadora que é capaz de lhe deixar sem reação. Esmagador também é a forma como o álbum irá se apresentar, os ritmos são predominantemente agressivos e numa intensidade enlouquecedora, são poucos momentos em que a banda opta por inserir ritmos lentos ou até mesmo arrastados, como ocorre em algumas passagens nas faixas IV e V. Talvez a faixa I seja aquela mais simples de se assimilar, exclusivamente instrumental, os ritmos não atingem a mesma intensidade que o restante do trabalho, como nas faixas III e VIII por exemplo, mas ainda é capaz de entregar uma onda sonora devastadora.

Aqueles que apreciam música extrema e experimental conseguirão se envolver mais com a proposta da Comity em A Long Eternal Fall do que aqueles que preferem algo mais simples de se assimilar. Não é algo conduzido de uma forma linear e se desenvolve de modos mais expansivos sem seguir o convencional, mas possui qualidades e pontos positivos que me farão retornar ao álbum outras vezes.

Faixas favoritas: II, IV e VII.

(translation in the comments)

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Uma opinião sobre “Comity – A Long Eternal Fall”

  1. ALBUM REVIEW: Comity – A Long Eternal Fall

    It’s not an easy task to summarize the career of a band as Comity with few words, besides being on active since 1996, the band has already shared the stage with names like Today is the Day, Converge and Cave In. In its fifth studio album A Long Eternal Fall, the band again shows itself able to flee the repetitions, from the conventional and any previous comparison. Its extreme and experimental music always gives the listener a unique sound experience and in A Long eternal Fall that’s no different.

    Released on May 26th in a partnership between Throatruiner Records and Translation Loss Records, the album features a conceptual side that’s summarized by guitarist François Pingent: “The idea of considering time as the only God. A non omniscient force that’s all, you can’t be a part of it. Time erases everything that is in its path. A march in the ruins. The only thing it will bring you are memories – memories of things and people who are gone, anyway. ”

    Add this concept to a soundtrack filled with hallucinating moments, intensified by the thoroughly vast and dissonant instrumental ensemble created by the group, and you will have an idea of what A Long Eternal Fall is about. It’s not a musical experience simple or easy to assimilate, it’s arduous, each track assumes the idea of a chapter itself within that concept, being simply nominated by roman numerals and each of these chapters will consume you gradually until you reach the threshold of what Comity can provide with your music.

    Dissonant, heavy and turbulent, are the first words that come to my mind to describe the album. The genres exploited by the band pass through the extreme metal, sludge, noise, mathcore, in a few moments overlapping more in relation to others, but most of the time being combined in a clear and overwhelming way that is able to leave you unresponsive. Also overwhelming is the way the album will present itself, the rhythms are predominantly aggressive and in a maddening intensity, there are few moments when the band chooses to insert slow or even dragged rhythms, as in some passages in tracks IV and V. Maybe track I is that simpler to assimilate, exclusively instrumental, the rhythms do not reach the same intensity as the rest of the work as in tracks III and VIII for example, but is still able to deliver a devastating sound wave.

    Those who appreciate extreme and experimental music will be able to engage more with Comity’s proposal in A Long Eternal Fall than those who prefer something simpler to assimilate. It’s not driven in a linear fashion and develops in more expansive modes without following the conventional, but possesses qualities and positive points that will make me return to the album other times.

    Favourite tracks: II, IV and VII.

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