Entrevista: Gods & Punks

Por Lais Seguin

 


A apresentação da banda de stoner progressivo Gods & Punks no sábado do dia 17 de junho no gastrobar O Pecado Mora ao Lado, no Rio de Janeiro, é um evento (com realização da Abraxas e da Speed Rock) que o quarteto carioca encara com muita seriedade. Será a primeira oportunidade para mostrar ao vivo diversas novas canções, que estarão no álbum “Into the Dunes of Doom”, que como adianta o vocalista Alexandre Canhetti, terá uma temática desértica e a sonoridade recheada de influências de Black Sabbath e Rush. Se a Gods & Punks chamou a atenção com as composições fortes do EP “The Sounds of The Earth”, Canhetti garante que o novo registro será um grande passo à diante. Confira mais sobre a banda nesta entrevista!  



A Gods & Punks já tocou com a Blind Horse, que recentemente lançou o álbum “Patagonia”, pela Abraxas, com uma temática mais desértica. Vocês mantiveram contato com eles após esse show? Acredita que se inspiraram na banda de vocês de alguma forma por conta do trabalho que desenvolveram com esse estilo?


Alexandre Canhetti – Mantivemos contato com eles, sim, até porque nos tornamos amigos desde que começamos a marcar aquele show. Eles tocaram a música “Patagonia” naquele evento, lembro que fiquei de cara.  Mas a gente nem sabia que era o título do próximo álbum deles e já estávamos começando a trabalhar na ideia do nosso álbum. Já sabíamos que seria com essa temática, mas não chegamos a discutir isso com eles. Foi coincidência, mesmo. No nosso caso, nossas influências foram cenários de planetas como Tattooine, em Star Wars, e afins. Queríamos pegar esse estilo de vibe.



No novo álbum, serão sete músicas. Cinco integrais, uma instrumental e uma faixa de transição. Essa faixa de transição é a última música do álbum? É uma transição para o que?


Canhetti – Quem está familiarizado com os primeiros álbuns do Black Sabbath está acostumado com esse tipo de faixa: é quase que uma introdução separada da música, algo que te prepara para a música, que te deixa na vibe certa pra começar a ouvi-la.


Você escreve sobre o cenário stoner para a revista eletrônica More Fuzz, da França. Acredita que isso o ajuda a lidar melhor com críticas e a trazer tendências do exterior para o Brasil? Isso te torna mais crítico com relação ao trabalho da banda?


Canhetti – Com certeza. É muito bom para ficar antenado e descobrir bandas novas. Tenho o hábito, que acredito ser bom, de sempre escutar bandas novas, e não ficar preso nas mesmas de sempre, nas famosonas. Quem tem banda tem que fazer isso. Como você quer que as pessoas ouçam a sua banda se você não tira seu tempo pra ouvir a dos outros, só porque está ocupado demais ouvindo Black Sabbath? Expandir horizontes sempre é bom, e você tem sempre algo a aprender com alguém que nem sabia que existia.


O álbum “Into the Dunes of Doom” será um stoner progressivo diferente daquele que marcou a estreia da banda. Vocês tentam se reinventar, mas qual o motivo dessa mudança? Em algum momento sentiram medo de perder a essência da banda?


Canhetti – A gente queria pegar nosso som e, sem nos distanciar demais dele, ir um passo além. O EP era basicamente um “Gods & Punks for beginners”, agora o bagulho ta ficando sério (risos). Acho que a única música do EP que chega perto do níve prog do álbum é “Gravityc” e mesmo assim é mais pop do que o som que a gente está tirando, em geral. Isso tudo foi natural, porque tem como mudar o som sem perder a essência. No próximo álbum, podemos pegar esse mesmo núcleo do nosso som e dar um passo pra outra direção, talvez.



O que torna a Gods & Punks ela mesma, a coragem de arriscar? Como vocês a definiriam?


Canhetti – Acho que a diversidade do pessoal da banda. Cada um contribui de uma maneira bem diferente, e isso soma pro resultado final. Outro fator é que a banda tem química dentro e fora do palco. A gente se conhece bem e isso é muito importante.



Para o show do dia 17, como foi feita a escolha das músicas que serão tocadas? Como pretendem relacionar essas experiências para causar um bom show ao público?


Canhetti – A gente quer mostrar todas as músicas novas que a gente puder para o público. Vamos aproveitar que é um eventasso, com grandes bandas e uma organização irada, pra testar todas elas com exceção de uma, que ainda não estamos prontos para tocar. Fora as novas, vamos tocar as do EP que as pessoas curtiram mais.



Gods & Punks na web

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