My Expansive Awareness – Going Nowhere

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Eu já mencionei que gosto de me aventurar pelos lançamentos, procurar e conhecer bandas que até então eram desconhecidas para meus ouvidos. Numa dessas buscas, conheci a banda espanhola My Expansive Awareness e seu segundo álbum de estúdio Going Nowhere, lançado no dia 13 de Fevereiro.

Apesar de ser um tipo de música que me agrada, não é algo que eu escute com frequência ou que seja algo divulgado regularmente aqui no blog. Um erro meu, eu diria. Por mais que Going Nowhere possa ser situado dentro do que algumas bandas fazem, o álbum consegue se manter instigante e a cada nova audição lhe deixar mais integrado dentro do âmbito musical do grupo.

A sonoridade em si, reúne elementos do Rock Psicodélico (mais relacionado à Neo Psychedelia), Garage Rock, Space Rock, Folk e talvez alguma outra coisa que me foge da memória no momento em que faço essa resenha. Apesar da diversidade encontrada nas influências do grupo, o resultado final é algo de rápida assimilação e isso é algo positivo. O tom suave capaz de aclamar as mentes mais agitadas é frequentemente a tônica do trabalho, repleto de synths, detalhes incríveis da farfisa, performance balanceada na bateria e belos arranjos na guitarra. A instrumental “Bamboo Jr.” é uma das faixas que mais chamam a atenção nesse ponto.

O instrumental está repleto de detalhes, os ritmos conseguem ser contagiantes e ao mesmo tempo que trazem uma certa vibração, uma vontade de cantar cada trecho, ele também consegue ser algo mais profundo, há um certo tom onírico em muitos momentos do álbum que são verdadeiramente reflexivos e tocantes, como nas faixas “Heaven” e “Life”.

Falando em cantar, isso me leva à uma das coisas mais significativas do álbum, que é o desempenho dos vocalistas José Brisceño e Lucia Escudero. Um complementa as qualidades do outro, o contraste, os duetos, tudo combina com o que é proposto pela parte instrumental. “We All Die” talvez seja a melhor faixa para exemplificar isso, mas também devo mencionar a faixa de encerramento “My Expansive Awareness”, onde a influência do Folk é melhor explorada no álbum.

Sem dúvida um lançamento recomendado para aqueles que apreciam a música psicodélica numa moldagem que ao mesmo tempo em que traz algo mais tradicional do gênero, trata de inserir um contexto mais atual em adição à uma série de influências que reforçam a qualidade do álbum.

(translation in the comments)

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Um comentário sobre “My Expansive Awareness – Going Nowhere

  1. ALBUM REVIEW: MY EXPANSIVE AWARENESS – GOING NOWHERE

    I’ve already mentioned that I enjoy venturing into the releases, searching and meeting bands that until then were unknown to my ears. In one of these searches, I met the Spanish band My Expansive Awareness and their second studio album Going Nowhere, released on February 13th.

    Although it’s a kind of music I like, it’s not something I listen frequently or disseminated regularly here on the blog. My mistake, I’d say. As far as Going Nowhere can be located within what some bands do, the album manages to keep itself instigating and every new audition let us more integrated within the group’s musical scope.

    The sounding itself brings together elements of psychedelic rock (more related to Neo psychedelia), garage rock, space rock, folk and maybe something else that eludes me from memory at the time I make this review. Despite the diversity found in the group’s influences, the final result is something of quickly assimilation and this is a positive point. The gentle tone capable of acclaiming the most agitated minds is often the tonic of the work, packed with synths, incredible details of the Farfisa, balanced performance on drums and beautiful arrangements on the guitar. The instrumental track “Bamboo Jr.” is one of the songs that most attract the attention at this point.

    The instrumental is packed with details, the rhythms can be contagious and at the same time they bring a certain vibration, a willingness to sing each passage, it also manages to be something deeper, there is a certain dreamlike soundscapes in many moments of the album that are truly reflective and touching, as in the tracks “Heaven” and “life”.

    Speaking of singing, it leads me to one of the most significant things on the album, which is the performance of vocalists José Brisceño and Lucia Escudero. Each one complements the qualities of the other, the contrast, the duets, everything combines with what is proposed by the instrumental part. “We all die” might be the best track to exemplify this but I should also mention the closing track “My Expansive Awareness”, where the folk influence is best exploited on the album.

    Without doubt a recommended release for those who appreciate psychedelic music in a molding that while bringing something more traditional in the genre, it comes to inserting a more current context in addition to a series of influences that strengthen the quality of the album.

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