Dread Sovereign – For Doom the Bell Tolls

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Ván Records

A Dread Sovereign é um daqueles casos de bandas que eu conheci devido ao envolvimento de um dos membros com alguma banda que eu já conhecia, o fato de Alan Averill (aka Nemtheanga) do Primordial estar presente no line up da banda despertou meu interesse na época do lançamento de All Hell’s Martyrs, álbum de estreia da Dread Sovereign lançado em 2014. Expectativa mais do que superada e o álbum foi um dos meus favoritos do gênero naquele ano.

For Doom the Bell Tolls, o sucessor de All Hell’s Martyrs, foi lançado no dia 3 de Março e chega para dar continuidade ao legado do grupo irlandês. Mais curto que o seu antecessor e trazendo aquele clima oculto, denso e macabro do debut em adição com linhas mais melódicas e alguns momentos em que a banda abraça o vintage do estilo, além de uma vibe psicodélica em certos momentos do álbum.

Em “Twelve Bells Toll in Salem”, a Dread Sovereign resgata a essência de bandas do Epic Doom Metal como Solitude Aeternus e Candlemass, a faixa é disparada minha favorita do álbum. Andamento arrastado, vocais que transmitem uma carga melancólica e uma atmosfera completamente obscura, são 12 minutos nos quais eu fiquei totalmente fixado na faixa. “This World is Doomed” segue uma linha dentro do Heavy / Doom, com ritmo vibrante, ótimos riffs e vocais mais agressivos. Já a alucinógena “The Spines of Saturn” surge repleta de synths psicodélicos e jams ácidas com ritmos envolventes e uma atmosfera entorpecente.

Normalmente eu não tenho problemas com álbuns de curta duração, mas no caso de For Doom the Bell Tolls, é algo que eu considero um pouco aquém do esperado. A duração não implica na qualidade das faixas, mas o fato de termos duas curtas faixas instrumentais, as quais servem como introdução e interlúdio respectivamente, além de um cover da “Live like an Angel, Die like a Devil” do Venom, tiram um pouco da dinâmica do álbum.

E não digo isso apontando as faixas instrumentais e o cover como pontos negativos, ambos tem o seu papel em For Doom the Bell Tolls, mas fica aquela sensação de poderia ter tido algo mais.

Apesar desse pequeno detalhe de querer que o álbum tivesse mais algumas faixas (que é apenas uma opinião minha), For Doom the Bell Tolls é um bom lançamento do gênero e recomendado para aqueles que querem algo na linha mais tradicional e oculta do Doom Metal, assim como momentos em que a banda flerta com o psicodélico.

(translation in the comments)

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  1. ALBUM REVIEW: DREAD SOVEREIGN – FOR DOOM THE BELL TOLLS (2017)

    Dread Sovereign is one of those bands I’ve known due to the involvement of one of the members with some band I’ve already known, the fact that Alan Averill (aka Nemtheanga) from Primordial being present in the line up of the band aroused my interest in the time of the release of All Hell’s Martyrs, debut album of Dread Sovereign released in 2014. Expectation more than surpassed and the album was one of my favorites of the genre that year.

    For Doom the Bell Tolls, the successor of All Hell’s Martyrs was released on March 3rd and arrives to continue the Irish group legacy. Shorter than its predecessor and bringing that occult, dense and macabre mood of the debut in addition with more melodic lines and a few moments in which the band embraces the vintage style, in addition to a psychedelic vibe at certain moments of the album.

    On “Twelve Bells Toll in Salem” Dread Sovereign rescues the essence of epic doom metal bands like Solitude Aeternus and Candlemass, the track is by far my favorite of the album. Dragged pace, vocals that transmit a melancholic load and a completely obscure atmosphere, 12 minutes in which I was fully fixated on every single moment of the track. “This World is Doomed” follows a heavy/doom line with vibrant rhythm, great riffs and aggressive vocal approach. The hallucinogenic “The Spines of Saturn” is filled with psychedelic synths and acidic jams with immersive rhythms and a numbing atmosphere.

    Normally I don’t have problems with short duration albums but in case of Doom the Bell tolls, it’s something I consider a little short of expected in comparison to its predecessor. The duration does not imply in the quality of the tracks but the fact that we have two short instrumental songs, which serve as intro and interlude respectively, as well as a cover of Venom’s “Live Like an Angel, Die Like a Devil”, take a little of the album dynamics.

    And I don’t say that pointing out the instrumental songs and the cover as negative points, both have their role in Doom the Bell Tolls but it gets that feeling that might have had something else.

    Despite this small detail of wanting the album to have a few more tracks (which is just my opinion), For Doom The Bell Tolls is a good release of the genre and recommended for those who want something in the most traditional and dark line of doom metal.

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