Saturndust – RLC

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Abraxas

Vamos pular por enquanto aquela parte óbvia e caricata onde eu teceria elogios à banda e seu álbum de estreia, o qual grande parte daqueles que acompanham o blog já conhecem e têm opinião formada à respeito, e ir diretamente ao RLC, o novo álbum da banda Saturndust.

Dalam havia falado em uma entrevista que rolou aqui no blog que o álbum seria mais pesado e experimental, algo que se concretiza logo após escutar a viagem cósmica brutal que atende pelo nome de “Negative-Parallel Dimensional”, faixa de abertura do RLC. Particularmente, eu não conseguiria imaginar o resultado final do álbum e devo dizer que me identifico mais com a proposta atual que a banda adotou.

Agora vem a parte em que lembramos do debut e traçamos um parâmetro com o RLC, o álbum caiu nas graças do público e recebeu uma enxurrada de elogios mais do que merecidos, a banda apresentava uma sonoridade em que ao mesmo tempo que possuía um tom familiar em alguns aspectos, conseguia entregar uma identidade própria marcante. Em RLC a banda mantém a espinha dorsal do que foi o “Saturndust”, mas as faixas presentes no álbum representam a evolução e transformação de uma banda que entende que ficar se repetindo pode se tornar algo exaustivo tanto para a banda quanto para seus ouvintes. E por mais que eu aprecie muitas bandas que já entraram nessa espiral de repetição, são álbuns como RLC que acabam me deixando em estado de transe e sem saber como descrever tudo aquilo que sinto ao escutá-lo.

Aquela “lerdeza” presente no debut se mantém causando efeito hipnótico, os vocais de Dalam atingem tons mais vastos, incluindo alguns berros ásperos que condizem perfeitamente com o ritmo intenso e esmagador proposto pela parte instrumental. As transições fluem de forma natural, sem aquela pressa que impede que o andamento do álbum possa ser aproveitado. “Astral Dominion” exemplifica muito bem isso. Após termos conhecido “Enceladus” e “Hyperion”, chega a vez de “Titan” ser introduzida no âmbito musical da Saturndust. A maior lua de Saturno é representada como a faixa mais curta do álbum, mas com efeito imediato e uma intensidade abismal. A faixa título flerta com uma atmosfera cósmica deslumbrante, o ritmo ameno quase que meditativo se estende por longas passagens, com vocais distorcidos que ecoam dentro de nossas mentes durante a maior parte de faixa e causam uma imersão profunda, além de contar com algumas passagens pesadas e frenéticas. Completam o tracklist de RLC as faixas “Time Lapse Of Existence” e “Saturn 12.c”, essa última uma bela faixa instrumental que ultrapassa os doze minutos de duração.

Formada por Felipe Dalam (guitarra, vocal, sintetizadores), Guilherme Cabral (baixo) e Douglas Oliveira (bateria), a banda entrega um sucessor à altura de seu álbum de estreia, mais uma vez contando com o talento do Gabriel Zander na produção. Lançamento via Abraxas Records, disponível nas principais plataformas de streaming.

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Um comentário em “Saturndust – RLC

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  1. Let’s skip for now that obvious and caricature part where I would praise the band and their debut album, which most of those who follow the blog already know and have formed opinion about it and go directly to the RLC, Saturndust’s new album.

    Dalam had spoken in an interview here on the blog that the album would be more heavy and experimental, something that comes to light soon after listening to the brutal cosmic journey that goes by the name of ”, opening track of RLC. Particularly, I could not imagine the final result of the album and I must say that I identify more with the current proposal that the band has adopted.

    Now comes the part in which we remember the debut and we made a parameter with RLC, the album fell in the graces of the public and received a flood of praises more than deserved, the band presented a sonority in which at the same time that it had a familiar tone in some aspects, it was able to deliver his own distinctive identity. In RLC the band maintains the backbone of what was ” but the tracks on the album represent the evolution and transformation of a band that understands that repeating itself can become something exhausting for both the band and its listeners. And as much as I enjoy many bands that have already entered this spiral of repetition, are albums like RLC that end up leaving me in a state of trance and not knowing how to describe everything I feel while I listen to it.

    That ” in the debut continues to have a hypnotic effect, Dalam’s vocals reach wider tones, including some harsh screams that perfectly match the intense and overwhelming rhythm proposed by the instrumental part. The transitions flow naturally, without that hurry that prevents the progress of the album can be enjoyed. ” exemplifies this well. After having met ” and ”, it is time for ” to be introduced in the musical scope of Saturndust. Saturn’s largest moon is represented as the shortest track on the album, but with immediate effect and abysmal intensity. The title track flirts with a dazzling cosmic atmosphere, the almost meditative mild rhythm extends through long passages, with distorted vocals echoing inside our minds for most of the track and causing a deep immersion, in addition to having some heavy and frenetic passages. The tracks ” and ”, the latter a beautiful instrumental track that exceeds twelve minutes in length, complete the tracklist of RLC.

    Formed by Felipe Dalam (guitar, vocal, synthesizers), Guilherme Cabral (bass) and Douglas Oliveira (drums), the band delivers a great successor to their debut album, once again relying on Gabriel Zander’s talent on the production. Released via Abraxas Records, available on major streaming platforms.

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