#OFF: Ulver, Laster e The Ominous Circle

Saindo um pouco do automático, o #OFF tem como proposta apresentar lançamentos de estilos e vertentes que normalmente não possuem tanta evidência na página e no blog, apesar de serem amplamente apreciados por nós.

Trazendo 3 álbuns a cada edição, #OFF trará um giro rápido com breves comentários sobre cada lançamento e servirá como um meio de ter a oportunidade de conhecer um pouco mais de alguns lançamento que talvez ficariam abaixo do radar.

Para começar, trazemos os novos de Ulver, Laster e The Ominous Circle.

_________________________

Ulver – The Assassination of Julius Caesar

cover

É quase improvável que você não conheça pelo menos um álbum da banda, ou que nunca tenha ouvido falar sobre ela em alguma conversa, site e afins. E se você não passou as duas últimas décadas vivendo em uma caverna, também sabe que a banda abandonou a abordagem Black Metal que possuía e passou a seguir o lado mais Experimental da música. A vasta exploração de sonoridades que a banda demonstra ao longo de sua carreira encontram no álbum, um lado mais pop e acessível do que os demais álbuns de sua discografia, algo que serve para apresentar a música da Ulver à um novo grupo de ouvintes.

De faixas que se encaixariam em algo feito pelo Depeche Mode, como em “Nemoralia” e “Rolling Stone”, com ótimas participações de vocais femininos que dão um tom mais R&B, ao clima da música eletrônica oitentista com “Southern Gothic”, The Assassination of Julius Caesar é um álbum para aqueles que tem mente aberta e gostam das variações que o grupo norueguês demonstrou ao longo de sua carreira.

 

Laster – Ons Vrije Fatum

cover

Esse álbum definitivamente me pegou de surpresa, foi introduzido como apenas mais um álbum de Black Metal atmosférico e se revelou algo além das minhas expectativas. Sim, o teor de Black Metal atmosférico é abundante no álbum, mas a Laster insere elementos vindos do Post-Punk e Shoegaze que fará fãs de Amsoeurs e Lântlos se entregaram à música da banda.

A banda também usa artifícios menos convencionais, como bongôs, sintetizadores e até mesmo um clipe de voz da Frida. A faixa “Bitterzoet” é um grande exemplo da versatilidade da banda e talvez aquela mais fácil de assimilar. E talvez eu esteja desinformado, mas não me recordo de ninguém criando uma hype gigantesca em torno do álbum, o que é ótimo. Apesar das “novidades” que a banda apresenta, em nenhum momento há um excesso ou pretensões exageradas. Certamente estará entre os meus favoritos do gênero deste ano.

 

The Ominous Circle – Appaling Ascension

Cover

Apesar do pouco tempo de carreira, a banda portuguesa The Ominous Circle demonstrou em seu álbum de estreia ter as qualidades necessárias para figurar entre os principais lançamentos do gênero até o atual momento. Toda a ideia de permanecer com a identidade dos membros oculta e vestir longos roupões negros criam o tom sombrio que condiz com a música feita pelo grupo.

Appaling Ascension é grotesco, indigesto e obviamente pesado. As composições são interessantes, ainda mais nos momentos em que a banda insere elementos do Doom e Black Metal, mas o foco principal se mantém fiel ao Death Metal brutal e cadavérico.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s