Entrevista: Demonauta

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É com imensa satisfação que trazemos até vocês a entrevista que realizamos com a banda Demonauta. Um dos principais nomes da cena Sul Americana do Stoner e responsável por um dos álbuns mais elogiados de 2016, a banda formada por David Véliz (guitarra, vocal), Miguel Quezada (baixo) e Ale Sanhueza, fala um pouco sobre sua trajetória, influências, novas músicas, entre outras coisas. 

 

D: Primeiramente, eu gostaria de agradecer a oportunidade de realizar esta entrevista. Vocês poderiam começar falando sobre a origem da banda, como ela surgiu, quem escolheu o nome e o quê ele representa?

Demonauta: Obrigado por fazer esta entrevista, a banda começou no final de 2007, nessa época se tratava apenas em nos encontrar, beber e ter bons momentos juntos. Me recordo que tivemos vários encontros para decidir o nome da banda e havia uma grande lista de possibilidades, então nós fizemos uma pesquisa com esses nomes no Google, pois a ideia era de não copiar um nome que já existisse e que não fosse parecido com nenhum outro. O nome representa o peso em “Demon” e o psicodélico em “Nauta”.

D: Tierra de Fuego foi citado em diversas listas que reuniram os melhores álbum de 2016. Como foi o feedback do público e da mídia desde o lançamento do álbum e o como você recebem essa aclamação por parte da crítica?

Demonauta: Nós ficamos muito felizes em receber tamanho feedback positivo, tanto da media quanto do público, porque nós trabalhamos muito em nossa música e isso nos dá mais energia para continuarmos.

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D: Quais são as influências musicais diretas que a banda possui? E algo particular que a Demonauta possui que eu admiro muito é o fato de vocês cantarem tanto em espanhol quanto em inglês, existe algum processo para determinar isso ou é algo mais instintivo?

Demonauta: A maioria das nossas influências vem do Rock dos anos 60 e 70, pegando o peso e o psicodélico das bandas daquela época, além do rock dos anos 90 também. O idioma depende muito da ideia por trás da canção. Em inglês é mais fácil, enquanto em espanhol é mais complexo e detalhado, funciona melhor em ideias mais profundas.

D: Como está a cena do Stoner e Doom chilena atualmente e o envolvimento do público e gravadoras locais?

Demonauta: Aqui em Santiago infelizmente nós não temos muitos lugares para apresentar nossa música, os locais para realizar shows ficaram reduzidos, mas o ponto positivo é de que existem muitas bandas boas por aqui. Uma boa gravadora e produtora que surgiu é a Red House, ela tem trazido bandas realmente boas ao Chile, como Truckfighters e Samsara Blues Experiment.

D: Como vocês avaliam a trajetória da banda desde seu surgimento até o momento atual?

Demonauta: Durante o período do Vol. 1 nosso único objetivo era que nos escutassem no Cd e tocar ao vivo, nós tivemos bons momentos, com o reconhecimento que recebemos nós levamos a banda mais a sério e decidimos trabalhar arduamente na música e nas composições. Agora nós abrimos as portas para colocar novas ideias e temos lançado nossa música em cada plataforma que podemos e em todos os formatos, o quanto mais trabalhamos mais reconhecimento nós recebemos e é assim como temos crescido como banda, tudo isso nos deixa muito felizes.

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D: Olhando para a discografia da banda, existe algum álbum da que é o favorito de vocês ou tenha um significado em especial? E como vocês notam o amadurecimento da banda me termos musicais?

Demonauta: Nós conseguimos perceber o amadurecimento musical pela resposta das pessoas e os comentários que recebemos. Nos esforçamos em melhorar e tentar novas coisas, cada álbum foi importante e um orgulho em sua época.

D: Vocês estão trabalhando em músicas novas neste momento? E em relação a turnês, vocês pensam em realizar uma pelo Brasil e demais países da América Latina futuramente?

Demonauta: Nós estamos trabalhando em um material que sobrou do álbum “Tierra del Fuego” para fazer uma parte 2, adicionando duas novas faixas. Nós temos toda a motivação de fazer uma turnê pela América Latina mas ainda nós não tivemos nenhuma oferta.

D: Agradeço pelas respostas e atenção, deixo aberto o espaço para vocês finalizarem a entrevista passando alguma mensagem, consideração final ou falando o que estiver em suas mentes.

Demonauta: Muito obrigado, foi um prazer conversar com vocês… escutem o vento, conecte-se com a natureza, vamos beber e fumar como nossos ancestrais fizeram e principalmente… tocar com fuzz no máximo!

Demonauta na web: Facebook / Bandcamp

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D: First, I would like to thank for the opportunity to conduct this interview. You could start talking about the origin of the band, as it emerged, who chose the name and what it represents?

Demonauta: Thanks for doing this interview, the band started at the end of 2007, at that time it was just to meet and drink and have a good time. I remember we had a lot of meetings to decide the name of the band with a large list of possibilities, then we search them in google, the idea was not to copy any existing name and that it didn’t look like any other, and it represents the heaviness in “demon” and the most psychedelic in “nauta”.

D: Tierra del Fuego was quoted in several lists that gathered the best albums of 2016. How was the feedback from the public and the media since the release of the album and how you receive this acclaim and positive reviews?

Demonauta: It makes us really happy to receive such a good feedback from the media and the public, because we have put a lot of work in our music and it gives us more energy to continue on this.

D: What are the major musical influences that the band has? And something particular about Demonauta that I really admire is the fact that you sing and name songs in Spanish and English, is there any process to determine that or is it something more instinctive?

Demonauta: The influences in our music are mostly from the 60´s and 70´s rock, taking the heaviness and psychedelia of the bands of that that era, some of the 90´s rock too. The language depends a lot on the idea of each song. In English, it’s easier while in Spanish is more complex and detailed, it works more on deeper ideas.

D: How is the local Stoner and Doom scene and the involvement of crowd and local record labels?

Demonauta: Here in Santiago sadly we don’t have a lot of places to show our music, the places to makes shows have been reduced, but the good thing is that there is a lot of good bands. A good record label and producer that came out lately it´s Red House, it has brought some really good bands to Chile, like Truckfighters or Samara Blues Experiment

D: How do you see the trajectory of the band since your beginning until the current moment?

Demonauta: During the Vol I period our only goal was to listen to us on a CD and play live shows, we just had a good time, with the acknowledgments we received, we took the band more seriously and decided to work harder on the sound and the songwriting, now we have opened the door to put new ideas and we have released our music in every platform that we can and in all the formats, the more we work the more recognition we receive and this is how we have been growing as a band, all of this makes us really happy.

D: Looking to the band’s discography, is there any album that is the favorite of you or have a special meaning? And how you notice the maturing by musical terms?

Demonauta: We can perceive the musical maturity by the response of the people and the comments we receive, we strive to improve and try to do new things, each album has been important and a pride in its time.

D: Are you working on new songs right now? What about touring, do you wish perform a tour in Brazil and other Latin American countries in the future?

Demonauta: We are working on some material that was left out of the “Tierra del Fuego” album to make it as a second part, adding two new songs. We have all the motivation to make a tour through Latin America, but we have not had any offerings yet.

D: Thank you for the answers and the attention, I leave open the space for you pass a message, make a final consideration or talking about whatever’s on your minds.

Demonauta: Thanks to you, a pleasure talking to you…listen to the wind, connect with nature, let’s smoke and drink, as our ancestors did and mostly… play with fuzz on top! 

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