Forming the Void – Relic

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Argonauta Records / Black Bow Records

 

Como uma tempestade de areia no meio do deserto acompanhada por uma trilha que introduz leves acordes e percussão que remetem ao Stoner Rock tradicional, lhe situam na abertura de “After Earth”, primeira faixa de Relic, novo álbum da banda americana Forming the Void. O início é promissor? Sim, ele é. Mas apesar da ideia inicial te levar a entender se tratar de um álbum de Stoner convencional, a banda logo trata de demonstrar que tem muito mais a oferecer e distribui ondas sonoras intensas durante os quase oito minutos de duração da faixa.

E é dessa forma, amadurecendo e evoluindo a proposta apresentada no álbum anterior Skyward, que a Forming the Void lhe conduzirá pelas oito faixas que compõe Relic. Há o Stoner e Doom, o Rock Psicodélico e a veia Prog Sludge que remete ao Baroness por trás de toda musicalidade apresentada pela banda, mas não são expostos de uma forma óbvia. Todas as influências que a banda possui, assim como a ideia do que desejam criar musicalmente, são devidamente organizadas. Todo o processo de instrumentação é bem construído, nenhuma das faixas passa a sensação de estar abaixo uma das outras e isso é um ponto de grande importância para fazer de Relic um álbum que fuja dos padrões normais.

Em um momento, você se vê lançado contra sua própria sorte e fica à mercê dos verdadeiros abalos sísmicos que constituem faixas como “The Endless Road” e “Plume”, notoriamente pesadas mas com algo há mais à oferecer. Já em outros instantes você se pega balançando à cabeça com o ritmo envolvente e estrutura progressiva existente em “Bialozar”, ou então, sendo lançado em meio à neblina e atmosfera psicodélica de “Unto the Smoke”, um dos pontos de destaque do álbum. Outra coisa que desde a primeira audição de Relic fica evidente, é a grande habilidade vocal de James Marshall que em nenhum momento deixa você se esquecer de quão impactante é sua presença e transparecer a carga por trás das letras. E se toda essa combinação de estilos e organização por parte instrumental lhe soa algo ótimo, ainda há mais a se extrair do álbum, principalmente na grandiosa faixa título e o cover interessante de “Kashmir” da lendária Led Zeppelin.

Relic é um álbum impossível de não ser notado, possui diversidades que ajudam a estabelecer uma dinâmica que reforça cada aspecto apresentado pela banda. Intenso do início ao fim e extremamente cativante, Relic é um dos melhores álbuns do ano até o momento. Lançamento digital via Black Bow Records e versão física pela Argonauta Records.

Tracklist:

01 – After Earth
02 – The Endless Road
03 – Bialozar
04 – Relic
05 – The Witch
06 – Plumes
07 – Unto the Smoke
08 – Kashmir

Forming the Void é:

James MArshall – Vocal / Guitarra
Shadi Omar Al-Khansa – Guitarra
Luke Baker- Baixo
Jordan Boyd – Bateria

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Uma opinião sobre “Forming the Void – Relic”

  1. Like a sandstorm in the middle of the desert accompanied by a soundtrack that introduces minor chords and calm percussion that refer to the traditional Stoner Rock vibe, they place you it in the opening of “After Earth”, first track of Relic, new album of the american band Forming the Void. Is the beginning promising? Yes, it is. But although the initial idea makes you understand that’s a conventional Stoner Rock album, the band soon tries to demonstrate that it has much more to offer and distributes intense sound waves during the almost eight-minute length of the track.

    And that’s how, maturing and evolving the proposal presented in the previous album Skyward, that Forming tje Void will lead you through the eight tracks existing on Relic. There is Stoner and Doom, Psychedelic Rock and the Prog Sludge vein which refers to the Baroness behind all the musicality presented by the band, but are not exposed in an obvious way. All the influences that the band has, as well as the idea of ​​what they wish to create musically, are properly organized. The entire process of instrumentation is well built, none of the tracks passes the feeling of being below each other and this is a point of great importance to make of Relic an album that fades from the normal standards.

    In a moment, you see yourself thrown against your own luck and you are at the mercy of the real earthquakes that constitute tracks like “The Endless Road” and “Plume”, notoriously heavy but with something else to offer. In other moment, you becomes to nod your head instantly to the evolving rhythm and progressive structure existing in “Bialozar”, or even being thrown into the fog and psychedelic atmosphere of “Unto the Smoke”, one of the highlights of the album. Another thing that since Relic’s first audition becomes evident, it’s James Marshall’s great vocal ability that at no time lets you forget how important his presence is and show the emotional load behind the lyrics. And if all this combination of styles and organization on the instrumental side sounds like something great, there’s more to come out of the album, especially in the great title track and the interesting cover of “Kashmir” from the legendary Led Zeppelin.

    Relic is an album impossible to not be noticed, it has diversities that help to establish a dynamic that reinforces every aspect presented by the band. Intense from beginning to end and extremely engaging, Relic is one of the best albums of the year so far. Digital release via Black Bow Records and physical version by Argonauta Records.

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