Fange – Pourrissoir

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Throatruiner Records / Lost Pilgrim Records

Há quase um ano atrás quando o blog foi criado, a Fange com seu álbum Purge foi um dos primeiros a receberem uma resenha. Recentemente a banda lançou seu novo trabalho Pourrissoir, dando continuidade à sua forma doentia e visceral de abordar o Sludge, Doom, noise entre outros.

Se Purge foi um álbum pelo qual eu tive imenso apego, com Pourrissoir não foi diferente. Ainda mais pesado, imundo, caótico e misantrópico do que seu sucessor, o álbum vem para reafirmar que a Fange é um dos nomes mais promissores da cena do Sludge. Composto por seis faixas incrivelmente pesadas, a banda não desperdiça nenhuma oportunidade de criar algo completamente claustrofóbico e esmagador, sem deixar dúvidas quanto ao seu potencial.

As coisas que mais me agradam na música feita pela Fange se demonstram ainda mais eficientes em Pourrissoir. Aqueles riffs densos, pesados e com timbres capazes de explodir seus tímpanos estão presentes em abundância. Os vocais desesperados, raivosos, dignos de um lunático berrando seus delírios seguem como um dos pontos de destaque. Pourrissoir é um álbum mais amplo se comparado ao Purge, muitas coisas que a Fange apresentou anteriormente são exploradas mais detalhadamente neste álbum.

Aqueles que buscam pelo lado mais caótico da banda, encontrarão em “Debout Parmi Les Ruines” e seu d-beat marcante, e “Agapes” com seu ritmo violento, o lado mais urgente e cru da banda. O lado experimental da Fange é detalhado de forma clara nas faixas “Ultra France” e “Vore”, contando com uma série de distorções, efeitos, noise e vocalizações insanas. Esse lado experimental é levado adiante na faixa “Ressac”, mas aqui ele surge para dar segmento ao ritmo brutal e pesado que a primeira parte da faixa possui, acentuando a atmosfera perturbadora existente. Mas o maior destaque de Pourrissoir para mim é a faixa “Les Gémonies”. Monstruosa do início ao fim, Sludge, Doom e Post-Metal são unidos da forma mais doentia possível, criando algo com uma atmosfera sufocante que vai te consumir aos poucos. O andamento arrastado da faixa se torna hipnótico, contando com um instrumental que vai se desenvolvendo gradativamente e revelando aos poucos cada uma das facetas que a Fange possui.

Uma característica que a Fange demonstrou anteriormente e se torna ainda mais evidente em Pourrissoir, é que ao contrário de muitas bandas que apenas seguem um “manual” dentro do estilo, ela vem criando algo com mais identidade, experimentando diversas sonoridades sem se descaracterizar neste percurso. Além de toda agressão sonora apresentada, Pourrissoir possui letras centradas em questões políticas e no niilismo pulsante da Fange, uma experiência sonora abrasiva e intensa que eu repetirei muitas outras vezes ao longo do ano.

Tracklist:

01 – Debout Parmi Les Ruines
02 – Agapes
03 – Ultra France
04 – Les Gémonies
05 – Vore
06 – Ressac

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Uma opinião sobre “Fange – Pourrissoir”

  1. Almost a year ago when the blog was created, Fange’s album Purge was one of the first to receive a review. Recently the band released their new work titled Pourrissoir, continuing their unhealthy and visceral way of approaching Sludge, Doom, noise among others.

    If Purge was an album for which I had immense attachment, with Pourrissoir it was no different. Even heavier, filthy, chaotic and misanthropic than his successor, the album comes to reaffirm that Fange is one of the most promising names in the Sludge scene. Consisting of six incredibly heavy tracks, the band wastes no opportunity to create something completely claustrophobic and crushing, leaving no doubt about its potential.

    The things that appeal to me in the music made by Fange earlier, prove to be even more efficient in Pourrissoir. Those , heavy timbre riffs that can explode your eardrums are abundantly present. The desperate / angry vocals, like a lunatic screaming his deliriums follow as one of the highlights. Pourrissoir is a larger album if compared to Purge, many things that Fange presented previously are explored in more detail in this album.

    Those looking for the more chaotic side of the band, will find in “Debout Parmi Les Ruines” and its remarkable d-beat, and “Agapes” with its violent rhythm, the most urgent and raw side of the band. The experimental side of Fange is clearly detailed in the tracks “Ultra France” and “Vore”, counting on a series of distortions, effects, noise and insane vocalizations. This experimental side is carried forward in “Ressac” track, but here it appears to give a segment to the brutal and heavy rhythm that the first part of the track has, accentuating the existing disturbing atmosphere. But the biggest highlight of Pourrissoir for me is the track “Les Gémonies”. Monstrous from the beginning to the end, Sludge, Doom and Post-Metal are united as sickly as possible, creating something with a stifling atmosphere that will slowly consume you. The dragged progress of the track becomes hypnotic, counting on an instrumental that is developing gradually and revealing each Fange’s facet.

    One characteristic that Fange has previously demonstrated and becomes even more evident in Pourrissoir, is that unlike many bands that only follow a “manual” within the style, the band has been creating something with more identity, experiencing different sounds without being discharacterized in this way . In addition to all the sound aggression presented, Pourrissoir features lyrics focused on political issues and Fange’s pulsating nihilism, a gritty and intense sound experience that I will repeat many other times throughout the year.

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