Alastor – Black Magic

 

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Facebook / Bandcamp
Twin Earth Records

A primeira manifestação da banda sueca Alastor ocorreu no mês de Janeiro, na ocasião a banda divulgou a faixa “Black Magic” que nos introduzia à um Stoner / Doom na sua forma mais sombria e oculta, contando com um instrumental repleto de peso e que segue uma abordagem familiar dentro do gênero. Os dias passaram e com o anúncio de que a banda lançaria material sob o selo da Twin Earth Records fez com que minhas expectativas surgissem em torno do que o grupo sueco poderia entregar.

Já com o trabalho em mãos (ou mais precisamente no HD), me deparo com uma reunião de elementos que me agradam e me instigam a mergulhar no meio do ritual maléfico que a banda desenvolve nas 3 faixas extensas presentes no trabalho. Velas acesas, símbolos inseridos e partimos para o início deste ritual com a faixa “Enemy”. Riffs absurdamente pesados ditam o ritmo arrastado e envolvente que a banda adota em sua abordagem, os vocais nebulosos emanam cânticos hipnóticos à todo instante e rapidamente somos possuídos pela atmosfera que revela os instintos ocultos do grupo sueco.

“Nothing to Fear” dá continuidade ao ritual, apresentando uma dinâmica um pouco mais psicodélica que a encontrada na faixa de abertura, assim como uma atmosfera menos densa mas que mantém o peso no instrumental da banda. É na minha opinião a faixa mais cativante de todo o trabalho, não demora para você ser envolvido pelas trevas que emanam em cada riff disparado pela banda ou ter a mente dominada pelos solos lisérgicos que são distribuídos generosamente. Na última parte do ritual temos a já conhecida “Black Magic” e escutar a faixa dentro do contexto do trabalho a torna ainda mais impressionante e provocante. São 14 minutos de um Stoner / Doom que bebe da fonte de nomes como Electric Wizard e Windhand, mas ao contrário de muitas bandas que tentam seguir por essa sonoridade e pecam por não conseguir impor uma dinâmica na qual o ouvinte seja atraído pelo som feito, a Alastor consegue cativar, instigar e te levar aos caminhos ocultos presentes em sua sonoridade. A faixa é muito bem desenvolvida, o refrão é incrivelmente poderoso e conta com uma performance no vocal memorável. O segundo instante da faixa se caracteriza por uma abordagem hipnótica e por um instrumental denso que se mistura instantaneamente com o tom vocal lisergico que entrega as últimas passagens da invocação e faz sua mente ficar em estado de transe.

A Alastor não é uma banda que chega para causar uma inovação dentro do estilo, mas que não comete os excessos e tenta soar como uma cópia barata dos grandes nomes do gênero. Três faixas poderosas e viciantes que irão tornar seus dias mais sombrios, então entregue-se a ritual, presencie a invocação e se lance dentro do oculto e desconhecido.

Tracklist:

01 – Enemy

02 – Nothing to Fear

03 – Black Magic 

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Uma opinião sobre “Alastor – Black Magic”

  1. The first manifestation of the Swedish band Alastor occurred in January, at the time the band released the track “Black Magic” that introduced us to a Stoner / Doom in its most somber and occult form, with a heavy known approach. Days passed and with the announcement that the band would release material under Twin Earth Records made my expectations come up around to what the Swedish group could deliver.

    Already with the work in hand (or more precisely in the HD), I come across a meeting of elements that please me and instigate me to dive in the middle of the evil ritual that the band develops in the 3 tracks present in the album. Black candles lit, symbols inserted and we left for the beginning of this ritual with the track “Enemy”. Absurdly heavy riffs dictate the sweeping, engaging rhythm the band adopts in their approach, hazy vocals emanate hypnotic chants all the time and are quickly possessed by the atmosphere that reveals the hidden instincts of the Swedish band.

    “Nothing to Fear” gives continuity to the ritual, presenting a slightly more psychedelic dynamic than the one found in the opening track, as well as a less dense atmosphere that maintains the heavy instrumental. It’s in my opinion the most captivating track of all the work, it does not take long for you to be enveloped by the darkness emanating in every riff shot by the band or have your mind dominated by the lysergic solos that are generously distributed. In the last part of the ritual we have the already known “Black Magic” and listening to the track within the context of the album makes it even more impressive and provocative. It’s 14 minutes of a Stoner / Doom that drinks from the source of names like Electric Wizard and Windhand, but unlike many bands that try to follow by that sonority and sin by not being able to impose a dynamic in which the listener is attracted by the sound, Alastor manages to captivate, instigate and lead you to the hidden paths present in their music. The track is very well developed, the chorus is incredibly powerful and features a memorable vocal performance. The second instant of the track is characterized by a hypnotic approach and a dense instrumental that blends instantly with the lysergic vocal tone that delivers the last passages of the invocation and makes your mind go into trance.

    Alastor is not a band that comes in to bring an innovation in style but does not commit the excesses and tries to sound like a cheap copy of the big names of the genre. Three powerful and addictive tracks that will make your days darker, then indulge the ritual, witness the invocation, and launch into the occult and unknown.

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