Ordos – House of the Dead (2017)

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Facebook / Bandcamp

Provavelmente um dos lançamentos do mês de Janeiro que mais me surpreenderam, “House of the Dead” é o segundo full lenght da banda sueca Ordos e encerra o período de 3 anos de espera pelo sucessor do debut auto intitulado da banda.

Apostando em uma abordagem mais sombria e direta do Stoner / Doom, a Ordos possui uma sonoridade massiva e que dispara uma série de riffs pesados e repletos de um fuzz sombrio ao longo do álbum. Sombria também é a atmosfera que envolve a música feita pela banda, que se demonstra totalmente apta a criar uma sonoridade que transita por algumas variações interessantes e bem inseridas.

Iniciando com o lado mais agressivo e doentio da música feita pela Ordos, temos as ótimas “The Infernal God”, “House of the Dead” e “Hounds of Hell”, faixas que exemplificam a dinâmica intensa e pesada proposta pela banda, com destaque para a faixa título que possui uma construção incrível e uma vibe assustadora muito presente. A performance do vocalista Emil é um dos pontos de destaque do trabalho, ele introduz o tom que nos guiará por cada uma das faixas e demonstra certa versatilidade. Desde o berros rasgados e agressivos que são o tom recorrente da sua participação, à momentos mais calmos e outros em que executa alguns cânticos completamente hipnóticos, como na faixa “Satan Venit”, na qual a banda demonstra uma faceta com mais groove e um tom psicodélico acentuado.

Ainda devo destacar o contraste entre o instrumental que existe no álbum, que poderia muito bem ser exemplicado pela faixa “II”. Algo entre os trabalhos mais antigos de Orange Goblin e Witchcraft. Ainda sobra tempo para a banda apresentar uma das melhores faixas do álbum, “The Witch” aposta em um tom mais melancólico envolto por guitarras sutis e vocais repletos de emoção. A evolução da faixa nos guia de encontro com mais algumas passagens repletas de riffs pesados e vocais agressivos.

House of the Dead é um álbum que não pode passar despercebido por aqueles que acompanham fielmente os lançamentos  ou que simplesmente querem escutar algo do estilo que esteja entre os destaques do mês. Viciante do início ao fim!

Tracklist:
01 – The Infernal God
02 – House of the Dead
03 – Satan Venit
04 – Hounds of Hell
05 – II
06 – The Witch

Ordos é:
Emil – Vocal
André – Guitarra
Magnus – Guitarra
Martin – Baixo
Max – Bateria

 

(translation in the comments)

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Uma opinião sobre “Ordos – House of the Dead (2017)”

  1. Probably one of the most surprising releases of the month, “House of the Dead” is the second full lenght of Swedish band Ordos and ends the 3-year waiting period for the successor to the band’s self titled debut.

    Betting on a more dark and direct Stoner / Doom approach, Ordos has a massive sound and triggers a series of heavy fuzzy riffs throughout the album. Also is dark o the atmosphere that surrounds the music made by the band, which is fully capable of creating a sound that transits through some interesting and well-inserted variations.

    Starting with the most aggressive and unhealthy side of Ordos’s music, we have the great “The Infernal God”, “House of the Dead” and “Hounds of Hell”, tracks that exemplify the intense and heavy dynamics proposed by the band, highlight for the title track that features an incredible build and a scary vibe very present. The performance of the vocalist Emil is one of the highlights of the work, it introduces the tone that will guide us through each of the tracks and demonstrates a certain versatility. From the ragged and aggressive screams that are the recurring tune of his participation, to calmer moments and others in which he performs some completely hypnotic chants, as in the track “Satan Venit”, in which the band demonstrates a facet with more groove and a accentuated Psychedelic tone.

    I still have to highlight the contrast between the instrumental that exists on the album, which could very well be explained by the track “II”. Something between the older works of Orange Goblin, Graveyard and Witchcraft. There’s still plenty of time for the band to feature one of the album’s best tracks, “The Witch” goes into a more melancholy tone wrapped by catchy guitars vocals full of emotion. The track’s evolution guides us against some more passages carried by heavy riffs and aggressive vocals.

    House of the Dead is an album that can not go unnoticed by those who faithfully follow the releases or who simply want to hear something of the style that is among the highlights of the month. Addictive from start to finish!

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