Illimitable Dolor – Illimitable Dolor (2017)

Padrão


a1689696976_16

Facebook / Bandcamp
Transcending Obscurity Records

Illimitable Dolor é uma banda australiana de Atmospheric Death / Funeral Doom Metal que possui entre seus membros Stuart Prickett e Dan Garcia, vindos da ótima The Slow Death também da Austrália. A banda lançará seu álbum auto intitulado no dia 22 de Março pelo selo da Transcending Obscurity Records e eu tive o privilégio de poder conferir em primeira mão o trampo da banda. Completam a formação John McLaughlin, Guy Moore, Peter O’Donohue e Daniel Finney.

A existência da Illimitable Dolor não serve apenas para reafirmar a capacidade que Stuart e Dan e demais membros possuem em criar uma sonoridade melancólica e pesada, a Illimitable Dolor também serve como um tributo ao Gregg Williamson, que ocupava o posto de vocalista da The Slow Death e faleceu no ano de 2014.

O álbum é composto por quatro ótimas faixas que transmitem aquela essência de bandas clássicas do estilo do período dos anos 90, mas também apresentam algo próprio e que sejam capazes de criar uma identidade para a Illimitable Dolor. O clima melancólico transmitido pela banda é naturalmente tocante e bem trabalhado ao longo das faixas, na abertura “Rail of Moon, A Stone” isso fica nítido logo nos primeiros minutos da faixa, que conta com um desenvolvimento lento capaz de revelar uma série de qualidades referentes ao processo de composição que a banda possui. A faixa apresenta um crescimento notável, entregando uma série de guitarras bem trabalhadas e um instrumental coeso.

“Comet Dies or Shines” é uma das duas faixas que já foram liberadas para divulgar o álbum e na minha opinião foi uma decisão acertada. Ela possui um ritmo inicial mais dinâmico e com grande destaque para os vocais guturais cavernosos e potentes. Ela possui um tom mais “limpo” se comparada com a faixa anterior, algo que torna a assimilação do som feito pela banda algo mais natural. A faixa atinge seu clímax máximo em seus últimos minutos, onde a Illimitable Dolor mostra como é eficiente em criar atmosferas completamente arrasadoras e com um turbilhão de sensações que são disparadas impiedosamente ao ouvinte, com os teclados sendo o grande responsável por criar tal atmosfera.

Em “Salt of Brazen Seas” a Illimitable Dolor retoma a conotação da faixa de abertura, novamente apresentando uma composição bem elaborada que transmite aquele clima gélido repleto de melancolia. Em alguns momentos a profundidade da faixa atinge níveis abismais lidando com os aspectos mais perturbadores da existência. A faixa de encerramento “Abandoned Cuts of River” é outra que foi liberada antes do lançamento oficial do álbum, ela possui um duelo entre vocal limpo e gutural que cria um contraste interessante, isso sendo acompanhado pelo instrumental pesado, arrastado e repleto de detalhes que tornam a música da Illimitable Dolor algo cada vez mais belo e interessante. A faixa possui algumas variações de ritmo que transformam sua dinâmica mas não descaracteriza sua essência, é um desfecho primordial para o trabalho.

Esse tipo de álbum vai agradar desde os mais saudosistas apegados aos nomes clássicos do estilo, assim como aqueles que acompanham a cena atual. A Illimitable Dolor apresenta faixas bem estruturadas e que transbordam a essência do estilo, além de conseguir criar uma atmosfera única e completamente envolvente ao longo do álbum. Confiram as duas faixas já disponíveis e se permitam vivenciar este trabalho magnífico.

Tracklist:
01 – Rail of Moon, A Stone
02 – Comet Dies or Shines
03 – Salt of Brazen Seas
04 – Abandoned Cuts of River

Line Up:

Stuart Prickett – Guitarra /Vocal
Dan Garcia – Guitarra
John McLaughlin – Bateria
Guy Moore – Teclado
Peter O’Donohue – Guitarra
Daniel Finney – Baixo
Anúncios

Um comentário sobre “Illimitable Dolor – Illimitable Dolor (2017)

  1. Illimitable Dolor is an Australian Atmospheric Death / Doom Metal band that features members Stuart Prickett and Dan Garcia from the great The Slow Death. The band will release their self-titled album on March 22 via Transcending Obscurity Records and I had the privilege of being able to check out the band’s first release. John McLaughlin, Guy Moore, Peter O’Donohue and Daniel Finney completes Illimitable Dolor’s line up.

    The existence of Illimitable Dolor is not only to reaffirm the ability that Stuart and Dan and other members have in creating a melancholy and heavy sound, Illimitable Dolor also serves as a tribute to Gregg Williamson, who was the vocalist of The Slow Death and died in the year 2014.

    The album is composed by four great tracks that convey that essence of classic bands of the style of the 1990s, but also have something of their own and that are capable of creating an identity for Illimitable Dolor. The melancholy mood transmitted by the band is naturally touching and well-crafted along the tracks, the opening “Rail of Moon, A Stone” this is clear in the first minutes of the track, which has a slow development capable of revealing a series of qualities referring to the composition process that the band has. The track shows a remarkable growth, delivering a series of well-crafted guitars and a cohesive instrumental.

    “Comet Dies or Shines” is one of two tracks that have already been released to promote the album and in my opinion was a wise decision. It has a more dynamic initial rhythm and with great prominence for cavernous and powerful guttural vocals. It has a more “clean” tone compared to the previous track, something that makes the sound assimilation something more natural. The track reaches its maximum climax in its last minutes, where the Illimitable Dolor shows how it is efficient in creating completely devastating atmospheres and with a whirlwind of sensations that are shot mercilessly to the listener, with the keyboards being the great responsible for creating such atmosphere.

    In “Salt of Brazen Seas” Illimitable Dolor resumes the connotation of the opening track, again presenting a well-made composition that conveys that icy climate full of melancholy. In some moments the depth of the track reaches abysmal levels dealing with the most disturbing aspects of existence. The closing track “Abandoned Cuts of River” is another one that was revealed before the official release of the album, it has a duel between clean and guttural vocal that creates an interesting contrast, this being accompanied by the heavy instrumental, dragged pace and full of details that make the music of Illimitable Dolor something ever more beautiful and interesting. The track has some variations of rhythm that transform its dynamics but does not de-characterize its essence, is a primordial outcome for the work.

    This type of album will please from the most nostalgic ones attached to the classic names of the style, as well as those that accompany the current scene. Illimitable Dolor features well structured tracks that overflow the essence of the style, and create a unique and completely engaging atmosphere throughout the album. Check out the two tracks already available and allow yourself to experience this magnificent work.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s