Bathsheba – Servus (2017)

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Svart Records

Eu sei que ainda estamos no início do ano e ainda é cedo para especular qualquer coisa em relação aos lançamentos previstos para o ano, mas peço sua atenção para o quarteto belga Bathsheba. A banda foi formada no ano de 2013 e até então, lançou uma demo e um EP, um material interessante e que demonstrava uma banda promissora. Agora, é o momento da Bathsheba se mostrar além das expectativas com seu álbum de estréia intitulado Servus, que será lançado no dia 24 de Fevereiro via Svart Records e tive a oportunidade de escutar antes do seu lançamento oficial.

A primeira faixa do álbum é a “Conjuration Of Fire”, responsável por introduzir o ouvinte à sonoridade sombria, repleta de riffs pesados e uma sensação imersiva constante, tais características serão muito presentes ao longo do álbum. Em adição à isso, temos os vocais hipnotizadores da Michelle, que nos conduzem pelo instrumental denso da banda com seus cânticos soturnos.

“Ain Soph” se inicia trazendo influências do metal extremo (algo que se repetirá no final da faixa), antes da banda voltar a nos assombrar com seu Doom Metal esmagador. Michelle mostra versatilidade nos vocais, usando uma abordagem mais áspera que condiz perfeitamente com o tom demonstrado pelo instrumental no início da faixa. Ainda temos algumas passagens que trazem solos de saxofone e são uma surpresa agradável, mostrando como a banda foge do óbvio. A próxima é “Manifest”, faixa presente na demo de 2014 e a mais extensa do álbum. A Bathsheba diminui a intensidade e parte para um caminho que explora melhor a atmosfera sombria existente em sua música, entregando uma faixa muito bem desenvolvida. Mas não se preocupe! A banda segue distribuindo uma série de riffs pesados, além de um solo memorável e os vocais obscuros da Michelle.

Em “Demon 13” a banda retoma seu ritmo intenso. A faixa possui uma moldagem mais familiar e talvez por isso tenha sido escolhida para divulgar o álbum. Além da ótima performance do trio responsável pelos instrumentos, Michelle novamente se mostra absolutamente incrível em todas suas variações vocais. “The Sleepless Gods”, faixa  já conhecida por aqueles que acompanham a trajetória da banda, nos hipnotiza com seu ritmo denso e monolítico. A faixa é bem desenvolvida e se transforma nos instantes finais, ganhando mais intensidade. O desfecho ocorre com “I At The End Of Everything”, bem interessante pela reunião entre o lado mais atmosférico com o lado mais pesado da banda. Uma composição bem estruturada e que conta com um desempenho formidável dos músicos, além de permitir a Michelle mais uma vez demonstrar toda sua versatilidade vocal.

Servus tem tudo o que um álbum de Doom precisa apresentar para atingir o público de uma forma objetiva, além uma série de elementos que ajudam a dar um tom de autenticidade naquilo que foi feito pela Bathsheba no álbum. Servus está disponível para Pre-Order no site da Svart Records.

Tracklist:
01 – Conjuration Of Fire
02 – Ain Soph
03 – Manifest
04 – Demon 13
05 – The Sleepless Gods
06 – I At The End Of Everything

Bathsheba:
Dwight Goossens (guitarra)
Raf Meukens (baixo)
Jelle Stevens (bateria)
Michelle Nocon (vocal)

A huge thanks to David Kaiser for the promo!

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Uma opinião sobre “Bathsheba – Servus (2017)”

  1. I know it’s the beginning of the year and it’s still too early to speculate on the planned releases for the year, but I’d like to call your attention to the belgian four piece Bathsheba. The band was formed in the year of 2013 and until then, it released a demo and an EP, an interesting material that showed a promising band. Now it is time for Bathsheba to show itself beyond expectations with their debut album titled Servus, which will be released on February 24 via Svart Records and I had the opportunity to listen before its official release.

    The first track on the album is “Conjuration Of Fire,” responsible for introducing the listener to the somber sound, slow paced heavy riffs and a constant immersive feel, such characteristics will be very present throughout the album. In addition to this, we have Michelle’s hypnotizing vocals, which lead us through the dense instrumentality of the band with her dark chants.

    “Ain Soph” begins with influences of the extreme metal (something that will be repeated at the end of the track) before the band again haunts us with their crushing Doom Metal. Michelle shows versatility on vocals, using a rougher approach that perfectly matches the tone demonstrated by the instrumental at the beginning of the track. We still have some passages that bring saxophone solos and are a pleasant surprise, showing how the band escapes the obvious. The next one is “Manifest”, track present in the demo of 2014 and the most extensive of the album. The Bathsheba diminishes the intensity and leaves for a path that better explores the somber atmosphere existing in its music, delivering a well developed track. But do not worry! The band continues to distribute a series of heavy riffs, plus a memorable guitar solo and Michelle’s obscure vocals.

    In “Demon 13” the band resumed its intense rhythm. The track has a more familiar casting and maybe so it has been chosen to receive a video promoting the album. Besides the excellent performance of the trio responsible for the instruments, Michelle again proves absolutely incredible in all its vocal variations. “The Sleepless Gods”, a track already known by those who follow the band’s trajectory, hypnotizes us with its dense and monolithic rhythm. The track is well developed and undergoes for a change in the final moments, gaining more intensity. The ending comes with “I At The End Of Everything”, very interesting by the meeting between the more atmospheric side and the heavier side of the band. A well structured composition that counts on a formidable performance of the musicians, besides allowing Michelle once again to demonstrate all its vocal versatility.

    Servus has everything that a Doom album needs to present to reach the audience in an objective way, plus a series of elements that help to give authenticity to what Bathsheba did on the album. Servus is available for preorder on the Svart Records.

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