Book of Wyrms – Sci-Fi / Fantasy (2017)

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Twin Earth Records

As coisas parecem ter se encaminhado da melhor forma possível para a banda americana Book of Wyrms. O quinteto vindo da Virgínia nos entregou logo no primeiro dia do ano seu álbum de estréia e de forma quase que instantânea tem colhido críticas favoráveis pelo o que apresentou no trabalho. Lançado pelo selo da Twin Earth Records, que nos trouxe os trabalhos de bandas como BUS e Haunted em 2016, a parceria entre a banda e a gravadora não poderia ter começado de uma forma melhor.

Para aqueles que escutaram a demo lançada pela Book of Wyrms no ano de 2015 e enxergaram o potencial apresentado pela banda nas 3 faixas existentes na gravação, Sci-Fi / Fantasy vem para provar que a banda é um nome para se acompanhar atentamente nos anos que virão. Há algumas características na sonoridade da banda que me lembram algo das clássicas Cathedral, Monster Magnet e Black Sabbath, sendo muito bem complementados pela abordagem dentro do Space Rock e Rock Psicodélico feito pela banda, que a permitem transitar pelos mais diversos caminhos com sua sonoridade.

A faixa de abertura “Leatherwing Bat” nos introduz à um ritmo intenso e direto, a ótima sequência de riffs dão uma energia contagiante à faixa e os vocais da Sarah Moore-Lindsey criam um contraste com o tom apresentado pelo música da Book of Wyrms. “Infinite Walrus” abre fazendo uso de efeitos que reforçam a conotação do Space Rock na sonoridade da banda. A faixa caminha por ritmos agradáveis e com variações bem encaixadas. “Cosmic Filth” inicia-se com uma linha de baixo poderosa acompanhada de perto por um ritmo denso no instrumental. A banda se mostra hábil em criar escapes sonoros que fazem bom uso dos efeitos novamente, Sarah entrega uma performance deslumbrante seguida de perto pelo instrumental com muitos detalhes e uma dinâmica impressionante.

“Nightbong” é uma das duas faixas da Demo de 2015 que ganharam uma remodelagem para Sci-Fi/ Fantasy. A faixa apresenta uma variedade de ritmos em seu repertório, desde a psicodelia e groove dos anos 60 e 70 até passagens mais pesadas e sombrias no final da faixa. Sarah mostra uma versatilidade vocal agradável, indo desde o tom rotineiro no álbum à momentos em que nos assombra nossas mentes com tons etéreos incríveis. “All Hallows’ Eve” é minha favorita do álbum. A faixa possui uma atmosfera envolvente, que transita por algo vindo do Blues e algumas passagens que demonstram um lado mais Progressivo e Folk da banda. O clima sombrio é constante e muito bem reforçado pelo instrumental arrastado e com riffs memoráveis.

“Transcendental Migraine” tem uma harmonia notável, a faixa possui uma construção bem realizada e apresenta algumas das passagens mais electrizantes e frenéticas do trabalho, valendo citar os solos de guitarra incríveis na segunda metade da faixa e o desempenho formidável do baterista Chris Dehaven. “Sourwolf” é a faixa de encerramento do álbum e também já conhecida daqueles que escutaram a Demo da banda. Sendo a faixa mais extensa do álbum, ela faz uma jornada pelo universo musical da Book of Wyrms e confirma de vez que o Sci-Fi e a Fantasia estão bem vívidos na música da banda, que abraça de vez o seu lado sombrio na faixa. Doom Metal em combinação com Psych / Space, o ritmo arrastado traz uma série de desdobramentos interessantes além de permitir o ouvinte contemplar o desempenho de cada um dos membros ao longo da faixa.

Sci-Fi / Fantasy é a estréia mais do que satisfatória da Book of Wyrms e um dos lançamentos responsáveis por agitar o início do ano. A banda apresenta características familiares com outras bandas que combinam o Space Rock com o Doom e Stoner, mas consegue demonstrar algo próprio no decorrer do álbum. Uma audição agradável e que consegue ser cativante em todas as suas variações.

Tracklist:
01 – Leatherwing Bat
02 – Infinite Walrus
03 – Cosmic Filth
04 – Nightbong
05 – All Hallows’ Eve
06 – Transcendental Migraine
07 – Sourwolf

Book of Wyrms:

Jay Lindsey – baixo
Chris DeHaven – bateria
Kyle Lewis – guitarra
Ben Coudriet – guitarra
Sarah Moore Lindsey – vocal, efeitos

A huge thanks to Ric Bennett for the material.

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Uma opinião sobre “Book of Wyrms – Sci-Fi / Fantasy (2017)”

  1. The things seem to have headed the best way possible for the american band Book of Wyrms. The five piece from Virginia delivered their debut album on the first day of the year, and almost instantaneously, it has received favorable reviews. Released by Twin Earth Records, which brought us the works of bands like BUS and Haunted in 2016, the partnership between the band and the label could not have started better.

    For those who listened to the Book of Wyrms demo in 2015 and saw the band’s potential in the three tracks on the recording, Sci-Fi / Fantasy comes to prove that the band is a name to follow closely in the following years. There are some characteristics in the sound of the band that remind me something of the classic Cathedral, Monster Magnet and Black Sabbath, being very well complemented by the approach within the Space Rock and Psychedelic Rock made by the band, which allow it to travel through the most diverse paths with its sonority.

    The opening track “Leatherwing Bat” introduces us to an intense and direct rhythm, the great sequence of riffs gives a contagious energy to the track and the vocals of Sarah Moore-Lindsey create a contrast with the tone presented by the Book of Wyrms’ music. “Infinite Walrus” opens up using effects that reinforce the connotation of Space Rock in the sound of the band. The track walks by pleasant rhythms and with variations well fitted. “Cosmic Filth” begins with a powerful bass line closely followed by a dense rhythm in the instrumental. The band is skilled in creating musical landscapes that make good use of the effects again, Sarah delivers a gorgeous performance followed closely by the instrumental with many details and impressive dynamics.

    “Nightbong” is one of two tracks from the 2015 Demo that won a remake for Sci-Fi / Fantasy. The track features a variety of rhythms in its repertoire, from the psychedelia and groove of the 60s and 70s to heavier and darker passages at the end of the track. Sarah shows a nice vocal versatility, ranging from the routine tone on the album to moments when it haunts our minds with incredible ethereal tones. “All Hallows’ Eve” is my favorite of the album. The track has an engaging atmosphere that transits something from the Blues and some passages that demonstrate a more progressive and Folk side of the band. The dark mood is constant and very well reinforced by the dragged instruments and with memorable riffs.

    “Transcendental Migraine” has a remarkable harmony, the track has a well-built construction and features some of the most electrifying and frantic passages of the work, worth mentioning the incredible guitar solos in the second half of the track and the formidable performance of drummer Chris Dehaven. “Sourwolf” is the closing track of the album and also already known from those who listened to the demo of the band. Being the longest track on the album, it makes a journey through the musical universe of the Book of Wyrms and confirms that the Sci-Fi and Fantasy are quite vivid in the band’s music, who embraces its somber side in the track.. Doom Metal in combination with Psych / Space, the slow pace brings a series of interesting unfoldings as well as allowing the listener to contemplate the performance of each member along the track.

    Sci-Fi / Fantasy is a satisfying debut and one of the releases responsible for shaking the beginning of the year. The band features familiar characteristics with other bands that combine Space Rock with Doom and Stoner, but can demonstrate something of its own in the course of the album. A pleasant listening and that manages to be captivating in all its variations.

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