The Body – No One Deserves Happiness

Estados Unidos
Facebook / Bandcamp
Thrill Jockey 

A The Body vem se popularizando cada vez mais no cenário nos últimos anos, ela possui uma discografia extensa e muito interessante, seja com seus álbuns de estúdio ou suas colaborações colossais com bandas como Thou e mais recentemente Full of Hell, a The Body é uma banda que tem uma trajetória bem significativa e que foge dos padrões mais convencionais do estilo. Em No One Deserves Happiness, a banda vai mais além dentro das experimentações sonoras e expande os horizontes de sua visão no âmbito musical.

A banda sempre retratou em suas letras diversas críticas e opiniões envolvendo o comportamento humano, e em No One Deserves Happiness isso se mantém em uma abordagem que ao mesmo tempo que atinge uma profundidade reflexiva incrível, trará alguma identificação com certas situações do nosso cotidiano. A angústia, o vazio existencial, a maneira com que algumas pessoas se envolvem em coisas completamente fúteis e não significativas buscando diminuir aquela voz interior que nos atormenta e tentar preencher um pouco do vazio que nos consome, a The Body consegue retratar isso de uma maneira bem singular e interessante no álbum.

A sonoridade mantém traços do Sludge e Doom que a banda apresentou ao longo da carreira, mas o álbum é fortemente marcado pelas experimentações. A abordagem utiliza mais aspectos do Noise e Industrial, causando muitas vezes uma sensação claustrofóbica enquanto os vocais soam dispersos ou misturados em meio à sonoridade caótica e intensa feita pela banda. Falando sobre os vocais, Chip King é dono de uma das vozes mais insanas do cenário, seus gritos ásperos são de cortar a alma em vários pedaços. Acompanhando King no trabalho, temos uma participação marcante e constante de uma série de vocais femininos, entre eles Chrissy Wolpert da  Assembly of Light. O contraste entre o vocal de King com os vocais femininos existentes no álbum impressiona e ajuda a carregar a atmosfera densa e angustiante que existe nas faixas.

No One Deserves Happiness é um álbum que precisa ser escutado algumas vezes para ser apreciado em sua totalidade, não é algo simples de digerir. A faixa de abertura  “Wanderings” por exemplo, é algo mais acessível. Ela consegue introduzir o ouvinte de uma forma sútil naquilo que será abordado no álbum, com um ritmo que vai crescendo e ganhando uma série de detalhes que culminam em um timbre explosivo no final e apresenta o citado contraste entre os vocais. Cada faixa tem sua peculiaridade e desempenha um papel importante dentro do álbum, “For You” e sua abordagem que leva o Noise ao extremo, “Hallow / Hollow” e “Starving Deserter” com seu clima pessimista e evoluções de ritmo impressionantes, “Two Snakes” e seu Industrial com breve resquícios do Godflesh e a imersiva “The Fall and The Guilt”, com vocais hipnotizantes e um clima ambient / drone que dá calafrios.

No One Deserves Happiness é uma daqueles álbuns fora da curva, que fogem da normalidade e de qualquer padrão convencional no estilo. Uma experiência sonora completamente desafiadora para alguns e reconfortante de uma forma atípica para outros, a The Body é uma das principais bandas do estilo e No One Deserves Happiness tritura qualquer dúvida quanto à isso que poderia existir.

Tracklist:
01 – Wanderings
02 – Shelter is Illusory
03 – For You
04 – Hallow / Hollow
05 – Two Snakes
06 – Adamah
07 – Starving Deserter
08 – The Fall and The Guilt
09 – Prescience
10 – The Myth Arc

The Body:
Chip King – Vocal, Guitarra
Lee Buford – Bateria

 

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Uma opinião sobre “The Body – No One Deserves Happiness”

  1. The Body has become increasingly popular on the scene in recent years, the band has an extensive and very interesting discography, whether with their studio albums or their colossal collaborations with bands like Thou and more recently Full of Hell, The Body is a band that has a very significant trajectory and that escapes of the more conventional standards of the style. In No One Deserves Happiness, the band goes further into sound experimentation and expands the horizons of their vision in the musical arena.

    The band has always portrayed in their lyrics various critiques and opinions involving human behavior, and in No One Deserves Happiness this remains in an approach that at the same time reaches an incredible reflective depth, will bring some identification with certain situations of our daily life. The anguish, the existential emptiness, the way some people engage in completely futile and non-significant things in order to lessen that inner voice that torments us and try to fill some of the emptiness that consumes us, The Body can portray this in a way quite unique and interesting on the album.

    The sound maintains traces of the Sludge and Doom that the band has presented throughout their career, but the album is strongly marked by the experiments. The approach uses more aspects of the Noise and Industrial, often causing a claustrophobic feeling while the vocals sound scattered or mixed amid the chaotic and intense sound made by the band. Talking about the vocals, Chip King owns one of the most insane voices on the scene, his harsh vocal gonna cut your soul into several pieces. Accompanying King at work e have a stable and continuous participation of various female vocals, including Chrissy Wolpert from Assembly of Light. The contrast between the vocals of King and the female vocals on the album impresses and helps carry the dense and distressing atmosphere that exists on the tracks.

    Nobody Deserves Happiness is an album that needs to be heard a few times to be enjoyed in its entirety, not something simple to digest. The opening track “Wanderings”, for example, is something more accessible. It’s able to introduce the listener in what will be covered on the album, with a pace that is growing and gaining a number of details that culminate in an explosive tone at the end and has the mentioned contrast between vocals. Each track has its quirkiness and plays an important role on the album “For You” and his approach that takes Noise to the extreme, “Hallow / Hollow” and “Starving Deserter” with his pessimistic mood and impressive rythm evolution, “Two Snakes” and its Industrial with short remains of Godflesh and the immersive “The Fall and The Guilt”, with mesmerizing vocals and a chilling ambientt / drone approach.

    Nobody Deserves Happiness is one of those off-the-beat-edge albums that flee from normalcy and any conventional standard in style. A completely challenging sound experience for some and calming in an atypical way for others, The Body is one of the leading bands of the style and No One Deserves Happiness masks any doubt about what might exist.

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