Snowchild – Age of Change

Estados Unidos
Facebook / Bandcamp

Eu mencionei no post anterior que haviam muitos álbuns interessantes lançados no mês de Novembro, um deles é o Age of Change da banda americana Snowchild. Ao visitar o profile da banda no Bandcamp, minha expectativa estava contida mas a curiosidade era bem grande. Logo após dar o play na primeira faixa do trabalho me peguei mergulhando cada vez mais dentro da atmosfera da banda.

A Snowchild tem uma fórmula eficiente que segue uma abordagem que nos agrada desde os instantes iniciais, há um tom muito familiar na sonoridade e isso certamente faz com que a audição do trabalho siga um fluxo natural e bem agradável.

A faixa de abertura “Age of Change”, apresenta uma certa densidade no instrumental, apostando em timbres que trazem à memória o Black Sabbath, com riffs e linhas de baixo absolutamente incríveis. Uma passagem na faixa traz uma vibe cósmica interessante, mas que propriamente dito não é algo feito para quebrar o ritmo, a forma com que a Snowchild executa sua música deixa em aberto a inserção desse tipo de abordagem com o intuito de ser um complemento.

Em “Born in Flames” a distorção inicial cede espaço para o clima espacial e cósmico da banda, aqui o instrumental nos primeiros momentos foca mais na abordagem psicodélica com raízes no Stoner. A transição ocorre e o instrumental começa a construir uma série de ritmos que farão sua mente se transportar direto para os anos 70. Há também uma performance impecável do vocalista Larry Donaldson nesta faixa, ele possui um tom de voz que lembra um pouco Ozzy Osbourne e Andrew Stockdale, algo que me agradou bastante.

“Kings of Coch” é a faixa mais curta do trabalho, ela já inicia soltando um solo de baixo poderoso e que nos prepara para a pancadaria que está por vir. Chad Duncan desfere uma série de golpes na bateria além de se mostrar bastante versátil nas diversas mudanças de ritmo que ocorrem. O guitarrista Dustin Roberts já havia nos presenteado com uma série de riffs e arranjos anteriormente, e agora, ele introduz um solo memorável que se estende pela segunda metade da faixa e é capaz de fritar o seu cérebro em questão de instantes. Larry mais uma vez entrega uma performance sólida no vocal e preenche a música da Snowchild com seu baixo marcante.

O desfecho do álbum ocorre com a faixa “Boudica”. Ela possui mais de 16 minutos de duração, algo que permitiu a banda trabalhar melhor cada aspecto vindo do Doom, Stoner, Psych e Hard / Heavy. Eu sempre gosto de observar a forma que as bandas conduzem essas faixas extensas, e no caso da Snowchild, confesso que fiquei bem satisfeito com o resultado final. A faixa te leva por ritmos arrastados onde baixo e guitarra duelam de forma harmoniosa, e logo em seguida, te apresenta à uma passagem repleta de synths e um clima psicodélico totalmente chapante. Isso se repete algumas vezes na faixa, sempre aumentando a sensação causada pelo som da banda,  aquela tranquilidade aparente que te envolve e faz sua mente viajar.

Age of Chance possui um mix bem realizado entre Doom / Stoner com o Rock Psicodélico. As 4 faixas são interessantes, demonstram qualidade e um balanço entre as influências da banda de forma organizada, tendo o que é necessário para agradar aos fãs do estilo.

Tracklist:
01 – Age of Change
02 – Born in Flames
03 – Kings of Koch
04 – Boudica

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Um comentário em “Snowchild – Age of Change

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  1. I mentioned in the previous post that are many interesting albums released in the month of November, one of them is Age of Change by the american band Snowchild. When I visited the band’s profile at Bandcamp, my expectation was contained but the curiosity was very high. Shortly after giving the play in the first track of the work I caught myself diving more and more into the atmosphere of the band.

    Snowchild has an efficient formula that follows an approach that pleases us from the very beginning, there is a very familiar tone in the sound and this certainly makes the hearing of the work follow a natural and very pleasant flow.

    The opening track “Age of Change” features a certain density in the instrumental, betting on tones that bring to mind Black Sabbath, with heavy riffs and absolutely incredible bass lines. A passage on the track brings an interesting cosmic vibe, but that itself is not something to break the rhythm, the way in which Snowchild performs his music leaves open the insertion of this type of approach with the intention of being a complement.

    In “Born in Flames” the initial distortion goes to the space and cosmic climate of the band, here the instrumental in the first moments focuses more on the psychedelic approach with roots in Stoner. The transition takes place and the instrumental begins to build a series of rhythms that will make your mind move right into the 70’s. There is also impeccable performance from vocalist Larry Donaldson in this track, he has a tone of voice that somewhat resembles Ozzy Osbourne and Andrew Stockdale, something that pleased me a lot.

    “Kings of Coch” is the shortest track of the work, it already starts releasing a powerful bass solo and that prepares us for the next commotion. Chad Duncan delivers a series of blasts on the drums as well as being quite versatile in the various rhythm changes that take place. Guitarist Dustin Roberts had already presented us with a series of riffs and arrangements previously, and now he introduces a memorable solo that extends through the second half of the track and is able to melt your brain in a matter of seconds. Larry once again delivers a solid vocal performance and fills Snowchild’s music with his signature bass.

    The ending of the album occurs with the track “Boudica”. It has more than 16 minutes in length, something that allowed the band to work better every aspect coming from Doom, Stoner, Psych and Hard / Heavy. I always like to observe the way the bands conduct these extensive tracks, and in the case of Snowchild, I confess that I was very pleased with the final result. The track takes you through slow rhythms where bass and guitar duel harmoniously, and soon thereafter, presents you with a passage full of synths and a psychedelic climate totally chasing. This is repeated a few times in the track, always increasing the sensation caused by the sound of the band, that apparent tranquility that surrounds you and makes your mind travel.

    Age of Chance has a well-done mix between Doom / Stoner and Psychedelic Rock. The 4 tracks are interesting, demonstrate quality and a balance between the influences of the band in an organized way, having what it takes to please fans of the style.

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