Achados & Perdidos: Rock Psicodélico

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Depois de focar no Sludge nas duas primeiras edições do Achados & Perdidos, agora é vez de dar um mergulho dentro da música psicodélica dos anos 60 e 70. Dos tipos de sons mais clássicos dentro do estilo até as bandas que possuem algo vindo do Blues, Acid e Garage Rock, reuni dez álbuns do período que são verdadeiros clássicos e valiosos para o acervo de qualquer apreciador do estilo. Em breve farei mais algumas edições sobre o tema, mas por enquanto, fiquem com esses dez álbuns. E claro, esse post reúne apenas algumas bandas dentro do tema que eu queria muito compartilhar com vocês seguindo minha perspectiva e sugestões são sempre bem vindas. Espero que gostem!

Cold Sun – Dark Shadows 

cold

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Apesar de ter sido gravado em 1970, Dark Shadows só foi lançado em 1989. A sonoridade levemente traz toques de bandas como The Doors, The Velvet Underground e 13th Floor Elevators. O álbum está repleto de melodias suaves, com bom uso da Auto Harp, riffs marcantes e uma gaita harmônica muito bela em algumas faixas, em muitos momentos o som possui alguns arranjos que remetem algo do space rock e prog.

Haymarket Square – Magic Lantern 

magic

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O único álbum da Haymarket Square é uma pérola! Viciante desde o início, a sonoridade da banda traz uma série de ritmos interessantes e que contagiam logo na primeira audição, o instrumental em sua totalidade é muito marcante, com grande destaque para a performance da bateria que em muito momentos rouba a cena. O vocal maravilhoso da Gloria Lambert marca presença ao longo das faixas e se sustenta com autoridade, nas passagens em que acontecem os duetos com o vocal masculino o feeling fica incrível. Riffs ácidos e solos frenéticos inclusos! São apenas seis faixas, mas que possuem longa duração e valem cada momento.


The C.A. Quintet – Trip Thru Hell 

quintet

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O único álbum de estúdio da The C.A. Quintet possui um leve tom obscuro em combinação com elementos mais clássicos do Rock Progressivo e Psicodélico, tudo feito dentro dos moldes mais populares do estilo mas muito sólido. As sonoridades encontradas dentro do álbum são vastas e tornam Trip Thru Hell uma experiência bem agradável, a versão do álbum que reúne algumas faixas bônus oferece uma perspectiva maior das ideias que a banda possuía na época. Os vocais possuem uma suavidade agradável, os teclados e trompetes combinados são marcantes e a folk “Bury me in a Marijuana Field” é uma pérola.

Fraction – Moon Blood

 

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Outro filho único por aqui, Moon Blood foi lançado em 1971 e contou com apenas 200 cópias do álbum para venda na época, o que faz dele um verdadeiro item de colecionador e uma grande raridade. O álbum é agradável do início ao fim, as composições são marcantes e apresentam um mix bem realizado entre o Heavy Psych, Hard e Blues.

Arzachel – Arzachel

arzachel

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Uma das trips mais intensas e belas que já tive em minha vida tinha o álbum homônimo da Arzachel como trilha sonora. Um repertório de ritmos pra deixar qualquer um de boca aberta, solos extensos e hipnóticos, teclados marcantes, performance dinâmica na bateria e um vocal incrível… isso tudo apenas na faixa “Clean Innocent Fun”. A sonoridade da banda possui uma abordagem que combina o psicodélico com o rock progressivo e traz algumas jams fantásticas.

Spirit – Spirit

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A Spirit possui uma popularidade mais elevada se comparada com as demais bandas incluídas no post, mas ainda assim continua desconhecida por muitos. Trazendo uma sonoridade que flui de uma maneira natural passando pelo Rock Psicodélico, Jazz e Classic Rock, as experimentações musicais da banda são bem realizadas e o resultado final é um álbum de muita qualidade. Os vocais também são um ponto de destaque no trabalho, responsáveis por alguns momentos mais memoráveis do álbum. A banda possui uma vasta discografia e outros álbuns bem interessantes, mas o ponto de partida ideal é justamente o debut homônimo da banda lançado no ano de 1968.

Strawberry Alarm Clock – Wake Up…It’s Tomorrow

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Tudo neste álbum é marcante e repleto de qualidade, desde a capa até as composições. A sonoridade é bem easy listening e é cativante desde os primeiros instantes da faixa de abertura. Uma das coisas que mais me agradaram e chamaram minha atenção na sonoridade da banda, são algumas melodias existentes em sua música que são facilmente associáveis ao tipo de música feita pelos lendários The Beach Boys. Um álbum para se escutar sem moderação e com algum aditivo para expansão da mente ao lado.

Chocolate Watch Band – The Inner Mystique

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Lançado em 1968, The Inner Mystique tem uma das capas mais lindas que já vi e uma sonoridade agradável, que traz uma leve abordagem vinda do Garage Rock em combinação com o Rock Psicodélico, criando uma atmosfera lisérgica guiada pelas faixas harmoniosas e que passam uma sensação de tranquilidade incrível. O uso da flauta no decorrer do álbum chama a atenção e é um dos diferenciais da banda. O álbum é curto (menos de 30 minutos de duração), o que significa que a função de repeat do seu player deve ser bem utilizada nessa pérola.

Salem Mass – Witch Burning

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Primeiramente: QUE ALBÃO DA PORRA! O nome da banda e do álbum seriam bem convenientes para alguma banda do rolê atual, mas esse discaço é do ano de 1971. Aqui Prog, Psych e Hard se unem de uma forma única e incrivelmente intensa, na qual a abordagem do rock progressivo tem mais destaque mas não ofusca os elementos dos outros estilos existentes na sonoridade da banda. Riffs memoráveis, uso marcante do teclado e um clima obscuro magnífico.

Music Emporium – Music Emporium

musicemporium

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O maior destaque da sonoridade da Music Emporium é o órgão hipnótico espalhado ao longo das faixas, marcante e que ajuda a desenvolver a atmosfera lisérgica da banda. Os vocais também são interessantes, apesar de Bill ser o responsável por a maior parte deles, quando os backings o acompanham a coisa fica muito bela, em parte pela voz doce e suave da Carolyn Lee, que tem seu momento de maior brilho na faixa “Gentle Thursday”. Carolyn no entanto não é a única presença feminina na banda, a baterista Dora Wahl traz uma performance empolgante e também se destaca no trabalho.

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