The Blue Sunshine Family Band – The Blue Sunshine Family Band

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Estados Unidos
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The Blue Sunshine Family Band (a qual irei me referir no restante da resenha por TBSFB), é um quarteto americano que lançou no início do mês de novembro seu álbum de estréia homônimo. A banda aposta na fórmula de criar uma sonoridade focando apenas no poder do seu instrumental afim de criar uma música capaz de falar por si mesma.

A arte do álbum foi feita pelo talentoso David Paul Seymour que já contribuiu com as artes de álbuns de bandas como Goya e Wo Fat. O álbum foi gravado no Sharbite Studios, que já recebeu nomes como Sleep, High on Fire e Acid King, e possui um ponto muito interessante de ter sido gravado de uma só vez, sem cortes e nem edições, algumas bandas já fizeram isso mas no caso da TBSFB isso impressiona ao se escutar o álbum e ao mesmo tempo explica a razão de tanta energia encontrada nas faixas.

Eu sempre vi essas bandas instrumentais como algo subjetivo, permitindo o ouvinte criar diversas situações e elaborar os mais puros pensamentos tendo a música como plano de fundo. Isso se aplica perfeitamente na proposta da TBSFB e o fato das faixas serem intituladas em capítulos que vão do I ao VI, torna isso ainda mais subjetivo. Somos meros espectadores da jam ininterrupta criada pela banda, que nos permite arquitetar paisagens em nossas mentes enquanto nos esbaldamos com seu instrumental bem trabalhado e com detalhes bem significativos.

Do Stoner, ao Doom, ao resgate do psicodelismo mais puro e clássico, a banda demonstra total controle de suas ideias e nos conduz por uma série de ritmos que nos empolgam com riffs memoráveis, que trazem desde um peso marcante, à uma série de “duelos” entre os dois guitarristas, que permitem que o baixo e a bateria preencham a sonoridade com linhas nítidas e uma série de batidas que não saem da nossas mentes.

As influências aqui são variadas e vão de nomes como Black Sabbath, Orchid e The Sword, usadas sob medida e que não descaracterizam o tom de naturalidade existente no som da banda. Do início repleto de energia e composições memoráveis das três primeiras faixas, somos introduzidos ao Doom esmagador e repleto de passagens groovy da faixa “IV”. Em “V” a TBSFB demonstra um lado mais ousado e experimenta uma série de sonoridades e arranjos que condizem bem com o psicodelismo de bandas como o Pink Floyd, criando um jam cósmica impressionante. “VI” nos conquista com seu riff principal sabbáthico, baixo galopante e percussão que não poupa na hora de distribuir uma série de golpes. Ela exemplifica bem o que é a TBSFB no álbum, uma força natural que nos envolve em questão de instantes e faz nossas mentes caminharem pelos pensamentos mais diversos.

Esse é um álbum que agrada aqueles que gostam de uma sonoridade que constantemente flerta com elementos do psicodelismo, mas que ao mesmo tempo, distribui uma série de ritmos pesados e repletos de energia. Gosto da maneira como a banda criou tudo com um tom de naturalidade bem sincero e talvez por isso seja algo fácil de ser criar uma assimilação com a forma que a banda faz sua música. Confiram e façam parte dessa família!

Tracklist:
01 – I
02 – II
03 – III
04 – IV
05 – V
06 – VI

A big thanks to Billy for sending me the stuff!

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Um comentário sobre “The Blue Sunshine Family Band – The Blue Sunshine Family Band

  1. The Blue Sunshine Family Band (which I will refer to in the rest of the review by TBSFB), is an american four piece that released its debut album in the beginning of November. The band bets on the formula to create a sonority focusing only on the power of its instruments in order to make a music capable of speaking for itself.

    The art of the album was made by the talented David Paul Seymour who has contributed to the album’s art of bands like Goya and Wo Fat. The album was recorded at Sharbite Studios, which has received names such as Sleep, High on Fire and Acid King, and has a very interesting point of being recorded at one time, with no cuts and no issues, some bands have already done this but In case of TBSFB this impresses when listening to the album and at the same time explains the reason of so much energy found in the tracks.

    I have always seen these instrumental bands as something subjective, allowing the listener to create various situations and formulate out the purest thoughts by having the music as the background. This applies perfectly in the TBSFB proposal and the fact that the tracks are titled in chapters ranging from I to VI makes this even more subjective. We are mere spectators of the uninterrupted jam created by the band, which allows us to architect landscapes in our minds while we delight in their well-worked instrumental with very significant details.

    From Stoner to Doom to the rescue of the purest and classic psychedelic rock, the band demonstrates total control of their ideas and leads us through a series of rhythms that excite us with memorable riffs coming since a remarkable heaviness to a series of “duels” between the two guitarists, which allow the bass and drums to fill the music with sharp lines and a series of beats that do not leave our minds.

    The influences here are varied and range from names like Black Sabbath, Orchid and The Sword, well organized and that don’t detract from the tone of naturalness in the sound of the band. From the energy-filled beginning and memorable compositions of the first three tracks, we are introduced to the crushing Doom and filled with groovy lines from the “IV” track. In “V” TBSFB demonstrates a more daring side and experiences a series of sonorities and arrangements that fit well with the psychedelic of bands like Pink Floyd, creating an impressive cosmic jam. “VI” conquered us with his main Sabbathic riff, rampant bass and percussion that spared no time in distributing a series of blasts. It exemplifies well what TBSFB is on the album, a natural force that surrounds us in a matter of moments and makes our minds walk through the most diverse thoughts.

    This is an album that appeals to those who like a sound that constantly flirts with psychedelic elements, but at the same time distributes a series of heavy riffs and energy-filled rhythms. I like the way the band has created it all with a very sincere tone of naturalness and maybe that’s why it’s easy to create an assimilation with the way the band plays their music. Check out and be part of this family!

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