BearHunter – BearHunter: Five Tales of Doom

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Estados Unidos
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Passar uma imagem positiva e elaborar uma sonoridade que possa conquistar o público logo na sua estréia pode parecer complicado, mas após escutar algumas vezes o debut do trio californiano BearHunter fico com a sensação de que para os caras isso foi algo que aconteceu naturalmente. Five Tales of Doom entrega o que anuncia, cinco faixas extremamente pesadas que possuem toda uma base solidificada no Doom Metal, em companhia de uma série de sonoridades vindas do Stoner e Sludge.

É um tipo de sonoridade de rápida assimilação e que consegue ter uma abordagem bem direta, por vezes em uma estrutura mais simplificada e até mesmo quando a banda executa ideias mais elaboradas, o som não deixa de ser cativante. “The Grizzly” abre o trabalho e o repertório de riffs pesados da banda, apresentando um ritmo cadenciado e numa pegada mais monolítica, o clima sombrio é bem desenvolvido ao longo da faixa e possui uma série de detalhes criados pelo instrumental que fazem um contraste com os berros disparados pelos vocalistas. Em “Swamp Thing” a proposta da banda se aproxima mais do Stoner / Doom, trazendo um instrumental objetivo que é conduzido por uma série de vocais limpos bem hipnóticos, antes que ocorra uma quebra nesse padrão através do refrão agressivo e direto da faixa. A atmosfera densa e sombria que acompanha o solo de guitarra na metade final da faixa é altamente viciante.

Neste momento já fica evidenciado que a BearHunter é uma máquina que criar riffs  e elaborar um instrumental repleto de densidade, eis que vem a faixa “Witch Hunt” e a banda nos apresenta seu lado mais psicodélico e atmosférico. Os primeiros instantes da faixa seguem próximos da abordagem apresentada anteriormente, com riffs marcantes, ritmo arrastado e os vocais se alternando entre passagens limpas e berros beirando a insanidade e fúria. Então que ocorre uma mudança drástica na faixa, uma passagem mais cadenciada e com um tom psicodélico / sombrio acentuado nos acerta em cheio, lembrando algo vindo do YOB. O que vem a seguir é algo difícil de descrever com palavras, tendo em vista a intensidade em todos os aspectos que a banda apresenta, os vocais quase que ríspidos entoam pela faixa acompanhados por um vocal feminino incrivelmente aterrador e ao mesmo tempo convidativo à avalanche sonora dos instantes finais da faixa.

“Abominable” possui um ritmo empolgante e tem uma moldagem mais acessível que as anteriores. A proposta direta é eficiente e apresenta uma série de riffs num fuzz apropriado, o vocal limpo é bem utilizado e condiz bem com o clima encontrado na faixa. O desfecho ocorre com “Attack at Sea”, o tom apresentado pelo vocal me lembrou no primeiro momento do Justin K. Broadrick (Godflesh, Jesu), com o instrumental novamente evidenciando a capacidade da banda em fazer um tipo de música pesada, mas que possue um ritmo e harmonia que não se tornam cansativos, durante os nove minutos de faixa você se sente dominado por uma força imparável, algo que descreveria bem o que é a BearHunter em Five Tales of Doom. O trio demonstra total confiança e conforto ao longo das cinco faixas, não tentam soar inovadores e talvez por isso o tom de naturalidade do álbum seja algo tão agradável e cativante, vai interessar os fãs de Doom em geral e principalmente aqueles que gostam do Conan.

Tracklist:
01 – The Grizzly
02 – Swamp Thing
03 – Witch Hunt
04 – Abominable
05 – Attack at Sea

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Um comentário sobre “BearHunter – BearHunter: Five Tales of Doom

  1. Spending a positive image and elaborating a sound that can win the audience soon in its debut may seem complicated, but then I listen to the debut of the californian trio BearHunter and get a feeling that for these guys this was something that happened naturally. Five Tales of Doom delivers what it advertises, five extremely heavy tracks that have a solid foundation in Doom Metal, in company with a series of sonorities coming from Stoner and Sludge.

    It’s a kind of sonority of fast assimilation and that gets a very direct approach, sometimes in a more simplified structure and even when the band performs more elaborate ideas, the sound still captivating. “The Grizzly” opens up the band’s work and repertoire of heavy riffs, featuring a mid – slow rhythm and a more monolithic footprint, the gloomy mood is well developed along the track and has a number of details that contrast with growls made by the vocalists. In “Swamp Thing” the band approach is more into the Stoner / Doom, bringing an objective instrumental that is driven by a series of hypnotic clean vocals, there is a break in the initial pattern by the aggressive and direct chorus of the track. The dense atmosphere that accompanies the guitar solo in the final half of the track is highly addictive.

    At this point it’s proved that a BearHunter is a machine that creates riffs and elaborate a instrumental full of density, here comes the track “Witch Hunt” and a band presents its more psychedelic and atmospheric side. The first moments of the track follow close to the approach presented earlier, with striking riffs, dragged rhythm and vocals alternating between clean passages and screams bordering on insanity and fury. So there is a drastic change in the track, a new passage with a strong psychedelic / somber tone hits us right in, remembering something coming from YOB. What comes next is something difficult to describe in words, given the intensity in all aspects the band presents, the harsh vocals are spreaded over the track accompanied by an incredibly startling female vocal inviting us to the avalanche sound of the track’s final moments.

    “Abominable” has an exciting rhythm and has a more accessible molding than the previous ones. The direct proposal is efficient and presents a series of riffs in an appropriate fuzz, the clean vocal is well used and matches with the mood found in the track. The ending comes with “Attack at Sea,” the vocal tone reminded me of Justin K. Broadrick (Godflesh, Jesu), with the instrumental again evidencing the band’s ability to make a kind of heavy music that have rhythm and harmony that do not become tiresome, during the nine minutes of track you feel overwhelmed by an unstoppable force, something that would describe well what BearHunter is in Five Tales of Doom. The trio show total confidence and comfort throughout the five tracks, do not try to sound innovative and maybe why the album’s natural tone is something so pleasant and captivating, it will interest Doom fans in general and especially those who like Conan.

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