Achados & Perdidos: Damad

Sem focar no óbvio e no mais popular, vamos mergulhar fundo através dos anos sempre trazendo uma matéria especial com algumas bandas e álbuns que podem ter passado despercebidos por boa parte do público, mas que serão relembrados através deste segmento.

Como sempre, sugestões sobre o tema são sempre bem vindas! Basta deixar um comentário.

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Ano de formação: 1991
Estilo: Sludge / Hardcore  / Crust
País: Estados Unidos

Damad foi uma banda americana formada em Savannaha no ano de 1991. Meu primeiro contato com ela foi devido à conexão que ela possui com a Kylesa, Phillip Cope e Rob Duke (R.I.P.) participaram da Damad anos antes de formar a Kylesa e iniciarem as atividades da banda.

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Trazendo uma sonoridade em que a combinação entre Sludge Metal, Hardcore e Crust e uma série de leves experimentações, era feita  de uma maneira sem igual e o resultado final era algo completamente devastador, pesado, doentio e brutal, A Damad é uma que não poupava os ouvidos de ninguém e conseguia ter uma sonoridade impecável. A banda apresentava em suas letras temáticas que passavam desde o questionamento político à vícios e depressão, sempre abordando de uma forma direta e de fácil identificação do ouvinte.  A figura central da banda era sem dúvida alguma a vocalista Victoria Scalisi, dona de uma abordagem vocal completamente furiosa e que deixaria muito marmanjo boquiaberto com sua performance vocal excepcional, ela participou de todos os lançamentos da banda desde o início até o último trabalho lançado pela banda no ano 2000.

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2 demos, 3 Splits, 3 EP’s e 2 álbuns de estúdio, esse é o legado deixado pela Damad em cerca de sete anos de carreira. O suficiente para conquistar seu público na época e manter uma série de registros que sobrevivem com o passar dos anos e é redescoberto por apreciadores do estilo espalhados pelo mundo. A discografia completa da banda é totalmente recomendável, essencialmente os dois álbuns de estúdio da banda.

Rise and Fall possui nove faixas em que o clima caótico do Crust e os riffs densos e pesados do Sludge se unem de forma impressionante. A vibe do álbum transmite um sentimento de fúria e pessimismo, que é abordado nas letras de uma forma bem sincera. Enquanto Victoria surge com maestria em sua participação no álbum sempre adicionando ainda mais agressividade ao som da banda, em outros momentos (e raros, eu diria) com a cadencia instrumental apresentada em alguns instantes ela e Phillip usam vocalizações ao melhor estilo dos cânticos, que apesar de perder no quesito intensidade ainda se mostram completamente eficientes e hipnóticos. O álbum foi produzido pelo lendário Billy Anderson, que ainda faz uma breve participação no álbum contribuindo com alguns vocais.

Se lembra de quando eu citei no início da matéria que a banda fazia algumas de experimentações? Em Burning Cold isso ocorre e o resultado final não foi tão satisfatório para parte do público quanto Rise and Fall. Eu particularmente aprecio muito a direção que a banda seguiu no álbum, essa pegada mais experimental lembra claramente o que o Neurosis fez em álbuns como Souls At Zero e Enemy of The Sun, ressaltando que no caso da Damad isso não foi tão a fundo, existe sim uma abordagem mais atmosférica e menos convencional para os padrões do estilo, mas não foi tão além. Essas transições nunca ocorrem sem alguns deslizes, por mais que a banda siga um caminho mais simples dentro dessa experimentação, dificilmente ela acertará em todos os aspectos. Apesar disso, Burning Cold tem faixas excelentes e algumas que se aproximam da sonoridade de Rise and Fall, como a Token, que apresenta uma dualidade de vocais que seria um dos pontos de destaque da Kylesa.

Rise and Fall (1997)

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Ouça

Burning Cold (2000)

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Ouça

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