Navajo Witch – Ghost Sickness

Sludge / Doom
Estados Unidos
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O primeiro full lenght deste trio vindo do Tennessee é uma das manifestações do Sludge / Doom em sua forma mais massiva e esmagadora, Ghost Sickeness é uma experiência de extrema brutalidade dentro do universo obscuro da Navajo Witch, que desenvolveu um conceito dentro do álbum que une todas as faixas dentro da mesma ideia, cada uma sendo um capítulo dentro da história que a banda nos conta.

Abrindo com “The Sing”, a faixa instrumental é repleta do tons assombrosos que se espalham ao longo da faixa e antes que possamos perceber, já estamos na segunda faixa “Black Curse”. Aqui a banda já deixa claro a que veio e demonstra que não tem nenhum momento para desperdiçar, após uma breve série de arranjos feitos na guitarra somos entregues ao instrumental pesado e repleto de densidade. Os vocais soam completamente insanos e são acompanhados por um instrumental repleto de tons graves absurdamente destacados. O ritmo lento do início subitamente muda para uma abordagem mais dinâmica e com riffs mais groovy, trazendo algo que levemente recorda Dopethrone e Eyehategod.

Antes que possamos recuperar o fôlego vem a “Rites of Divination”, trazendo um instrumental de maior dinâmica a faixa é repleta de uma energia inesgotável, como se a cada novo riff uma dose de adrenalina fosse aplicada no ouvinte. A bateria na faixa é um dos pontos de destaque, fazendo uma verdadeira devastação em uma série de pancadas bem distribuídas. A segunda metade da faixa traz um solo de guitarra frenético exalando uma dosagem de fuzz sempre bem vinda. A instrumental “Collapse” chega e finalmente nos cede um breve descanso após o ritmo alucinante e selvagem das duas faixas anteriores, e nos prepara para a faixa seguinte. “Void” tem um início que impressiona mas ao mesmo tempo parece despretensioso, mas não se engane pois logo a banda traz toda aquela essência pútrida e imunda do Sludge dos anos 90. A faixa está repleta de uma série de ritmos contagiantes e muito bem organizados, absuando do estoque de riffs, linhas de baixo pulsantes e outra série de pancadas repletas de brutalidade da bateria.

“Altar of Snakes” apresenta um ritmo mais cadenciado, o instrumental soa como algo se arrastando para fora do túmulo e vindo em nossa direção nos assombrar. Apesar dessa lentidão mais aparente nos primeiros momentos, a banda não abre mão da sonoridade repleta de riffs pesados. A mudança de ritmo marca a passagem para um instrumental mais intenso do que o apresentado anteriormente, seguindo uma abordagem mais direta e agressiva até os instantes finais da faixa. “March Toward Death” novamente traz um abordagem repleta de elementos da cena 90’s do Sludge distribuídos dentro de uma série de ritmos arrastados e sombrios, sempre trazendo uma variação bem elaborada. Esta faixa conta com a participação do grande Scott Wino nos vocais e nem preciso dizer para vocês como isso ficou incrível, certo?

Caminhando para o final do álbum, chega a oitava faixa “Ancestral Chants”. A essa altura do álbum eu não esperava por outra faixa instrumental, mas nessa em especial, a banda apresenta um abordagem interessante e não se mantém apenas com o foco de criar um interlúdio sombrio, temos uma série de guitarras distorcidas e timbres graves distribuídos em uma compilação de ritmos da banda. Encerrando o álbum temos a faixa título, que apresenta uma ótima combinação das principais características da Navajo Witch no álbum. Aqui, o ritmo arrastado carrega um clima fúnebre e traz algumas passagens mais diretas e viscerais, nas quais a performance do vocal é incrível.

Ghost Sickness é um trabalho de qualidade e impecável para os padrões do estilo, um daqueles álbuns que merecem ser escutados no volume máximo!

Tracklist:
01. The Sing
02. Black Curse
03. Rites of Divination
04. Collapse
05. Void
06. Altar of Snakes
07. March Toward Death
08. Ancestral Chants
09. Ghost Sickness

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Uma opinião sobre “Navajo Witch – Ghost Sickness”

  1. The first full lenght of this trio coming from Tennessee is one of the manifestations of Sludge / Doom in its most massive and overwhelming form, Ghost Sickeness is an experience of extreme brutality within the obscure universe of the Navajo Witch who developed a concept within the album that unites all the tracks within the same idea, each one being a chapter within the story that the band tells us.

    Opening with “The Sing”, the instrumental track is replete with the amazing tones that spread along the track and before we can realize, we are already in the second track “Black Curse”. Here the band already makes clear what has come to and shows that they have no time to waste, after a brief series of arrangements made on the guitar we are delivered to heavy denser instruments. The vocals sound completely insane and are accompanied by an instrumental full of absurdly outstanding bass tones. The slow pace of onset suddenly shifts to a more dynamic approach and with more groovy riffs, bringing something that lightly recalls Dopethrone and Eyehategod.

    Before we can catch our breath, it comes to “Rites of Divination”, bringing a more dynamic instrument, the track is full of an inexhaustible energy, as if each new riff is a dose of adrenaline was applied in the listener. The drums in the track is one of the highlights, making a real devastation in a series of well-distributed strokes. The second half of the track features a frenzied guitar solo exuding an always welcome fuzz dosage. The instrumental “Collapse” arrives and finally gives us a brief rest after the wild and heavy rhythm of the two previous tracks, and prepares us for the next track. “Void” has a beginning that impresses but at the same time seems unpretentious, but make no mistake because soon the band brings all that putrid and unclean essence of 90’s Sludge. The track is full of a series of contagious and very well organized rhythms , Absent from the stock of riffs, pulsating bass lines and another series of strokes filled with drums brutality.

    “Altar of Snakes” features a slower rhythm, the instrumental sounds like something creeping out of the grave and coming in our direction to haunt us. In spite of this more apparent slowness in the first moments, the band does not give up the sonority full of heavy riffs. The change of pace marks the transition to a more intense instrumental than the one presented previously, following a more direct and aggressive approach until the final instants of the track. “March Toward Death” again brings an approach replete with elements of Sludge’s 90’s scene spread out within a series of sweeping and somber rhythms, always bringing in a well-crafted variation. This track features the great Scott Wino on vocals and I do not even have to tell you how awesome that sounded, right?

    Walking towards the end of the album, comes the eighth track “Ancestral Chants”. At this point in the album I did not expect another instrumental track, but in this in particular, the band presents an interesting approach and not only remains focused on creating a dark interlude, we have a series of distorted guitars and grave tones distributed in one compilation of the band’s rhythms. Closing the album we have the title track, which presents a great combination of the main features of Navajo Witch in the album. Here, the dragged rhythm carries a funereal atmosphere and brings some more direct and visceral passages, in which the performance of the vocal is incredible.

    Ghost Sickness is a quality and impeccable work for the style standards, one of those albums that deserve to be listened to at maximum volume!

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