Domadora -The Violent Mystical Sukuma

Stoner Rock / Heavy Psych
França
Facebook / Bandcamp / Spotify

A França sempre nos apresentou uma vasta quantidade de bandas de qualidade e diversidade de estilos impressionantes, isso se aplica também à cena da música psicodélica e do Stoner Rock do país. A Domadora é uma banda da cidade de Paris que lançou em Abril seu segundo álbum de estúdio, o ótimo The Violent Mystical Sukuma. Se com os primeiros passos dados em seu debut Tibetan Monk  a banda colheu uma série de críticas positivas, além de integrar algumas listas de álbuns em destaque no ano de 2013, o trabalho realizado em seu último álbum tem totais condições de repetir a dose.

Estamos falando de uma banda com capacidade de criar uma sonoridade altamente lisérgica, que esbanja criatividade na hora de elaborar longas e intensas passagens instrumentais, além de conseguir captar de maneira fiel e autêntica a essência do Stoner Rock e do Rock Psicodélico. The Violent Mystical Sukuma é um passo certeiro dentro do caminho que a banda adotou em seu debut, potencializando as características apresentadas nele e tendo como base o amadurecimento que a banda adquiriu nos últimos anos.

Abrindo com a épica “Hypnosis”, a banda trata logo de jogar uma jam altamente lisérgica e impactante de encontro ao ouvinte, desenvolvendo um instrumental que abusa dos efeitos e distorções contidos na guitarra, bateria em ritmo ofegante e linhas de baixo deslumbrantes. São quase 12 minutos de uma sonoridade incrivelmente vívida e repleta de energia, que envolve cada vez mais o ouvinte a medida em que a faixa progride.

“Indian Depression” é a faixa seguinte, nela a banda dá uma cadenciada no ritmo inicialmente e traz um instrumental mais harmonioso, tocante e repleto de um groove bem interessante. Os vocais surgem pela primeira vez no álbum e soam como se flutuassem dentro de nossas mentes, enquanto o instrumental subitamente adquire uma moldagem mais explosiva e entrega riffs ao melhor estilo de bandas como Kyuss e Black Sabbath.

“Rocking Crash Hero” vem a seguir e logo trata de receber o ouvinte com uma série de riffs pesados e instrumental em ritmo explosivo e mais dinâmico. A sonoridade nesta faixa fica mais encorpada mas de fácil assimilação, a banda conduz a faixa com maestria e os vocais novamente assumem um papel importante na música da Domadora, ecoando de maneira nítida e impressionante ao longo da faixa. Com uma duração menor assim como a “Indian Depression”, ambas as faixas são uma verdadeira injeção de adrenalina e ritmos contagiantes.

“Solarium” é a faixa mais longa do álbum, percorrendo um caminho banhado no que há de mais interessante e efetivo dentro do Heavy Psych e Stoner Rock, a faixa traz uma série de riffs poderosos, solos de guitarra que transbordam virtuosismo e lisergia. É como se a banda conseguisse captar toda energia e alma existentes em uma apresentação ao vivo e transmitisse de maneira fiel e precisa numa gravação de estúdio. O fluxo da variação de ritmos é constante e introduzidos de uma maneira eficaz e organizada, transformando a faixa em uma verdadeira jornada pelo cosmos da Domadora.

“Girl With A Pearl Earring” transborda qualidade através de seus 9 minutos de duração. Contando com um fluxo interrupto de solos eletrizantes, a faixa é outra jam ácida na qual a Domadora consegue impor com maestria sua erupção sonora que vem derreter nossas mentes através do instrumental magmático criado pela banda. Indo desde momentos de mais groovy à extensas passagens que reúnem o que há de mais furioso e dinâmico dentro do Stoner e Heavy Psych, a banda não deixa o ritmo cair e nos mantém hipnotizados com seu mantra do deserto.

O desfecho do álbum ocorre com “Jack Tripping”, apresentando riffs latentes e banhados em um fuzz agradável, a faixa apresenta um instrumental mais pulsante e pesado, com uma evolução notória. Caminhando dentro do Heavy Blues e Stoner Rock, a banda novamente traz uma dinâmica efetiva entre os instrumentos. Os vocais ressurgem ao decorrer da faixa de uma maneira objetiva em meio aos solos intensos existentes e vem complementar a viagem lisérigica feita pela banda, afinal, não é apenas o Jack que teve esse privilégio com a música feita pela Domadora em The Violent Mystical Sukuma, não é mesmo?

Para aqueles que apreciam bandas com uma abordagem mais psicodélica através de faixas extensas em jams altamente chapadas, onde os vocais ficam em segundo plano mas causam um efeito interessante quando inseridos, The Violent Mystical Sukuma é um álbum que vai lhe proporcionar ótimos momentos, sem dúvida!

Tracklist:

01 – Hypnosis
02 – Indian Depression
03 – Rocking Crash Hero
04 – Solarium
05 – Girl With A Pearl Earring
06 – Jack Tripping

(translation in the comments)

Anúncios

Uma opinião sobre “Domadora -The Violent Mystical Sukuma”

  1. France has always presented us with a vast amount of quality bands and variety of stunning styles, this also applies to the scene of psychedelic music and Stoner Rock of the country. Domadora is a band from the city of Paris which released in April their second studio album, the great The Violent Mystical Sukuma. With the first steps in his Tibetan Monk debut the band gathered a number of positive reviews, and integrate some featured albums lists in 2013, the work on his latest album has total conditions to repeat the dose.

    We’re talking about a band with the ability to create a highly lysergic sound that exudes creativity when preparing long intense instrumental passages, in addition to fully capture the true and authentic way the essence of Stoner Rock and Psychedelic Rock. The Violent Mystical Sukuma is a sure step in the way that the band took on his debut, leveraging the features presented in it and based on the maturity the band has acquired in recent years.

    Opening with the epic “Hypnosis”, the quicly play a highly impactful and lysergic jam against the listener, developing an instrument that abuse of effects and distortions contained in guitar, drums in breathless pace and stunning bass lines. There are nearly 12 minutes by a remarkably vivid sound and full of energy, which involves the listener as long as that the track progresses.

    “Indian Depression” is the next track, the band gives a cadenced rhythm initially and brings a more harmonious touching instrumental and full of an interesting groove. The vocals come for the first time on the album and they sound as if they were floating in our minds, while the instrumental suddenly acquires a more explosive forming and delivering the best style of riffs from bands like Kyuss and Black Sabbath.

    In “Rocking Hero crash” the listener is receives a series of heavy riffs and instrumental rin a more dynamic and explosive pace. The sound in this track is more full-bodied but easily assimilated, the band leads the track with mastery and the vocal again play an important role in the Domadora’s music, echoing sharp edges in a impressive way along the track. With a shorter duration as the “Indian Depression,” both tracks are a real injection of adrenaline and infectious rhythms.

    “Solarium” is the longest track on the album, going through a path bathed in what is most interesting and effective within the Heavy Psych and Stoner Rock, the track has a number of powerful riffs, overflowing virtuosity and lysergic guitar solos . It’s as if the band could capture all existing energy and soul into a live and transmit faithfully and accurately in a recording studio. The variation of rhythms is constant and introduced in an effective and organized way, turning the track into a real journey through the cosmos of Domadora.

    “Girl With A Pearl Earring” show quality through its 9 minutes. Featuring an uninterrupted flow of electrifying solos, the track is another acid jam in which Domadora can impose masterfully your eruption sonority that comes to melt our minds through the magmatic instrumental created by the band. Ranging from moments of more groovy to extended passages that bring together what is angrier and dynamic within the Stoner and Heavy Psych, the band does not let the pace drop and keeps us mesmerized with his mantra of the desert.

    The album’s outcome occurs with “Jack Tripping”, with latent riffs bathed in a nice fuzz, the band presents a more pulsating and heavy instrumental, with a remarkable evolution. Walking inside Heavy Blues and Stoner Rock, the band again makes an effective dynamic between instruments. The vocals resurface the course of the track in an objective manner among the intense solos and complements the lysergic journey made by the band, after all, is not only Jack who had the privilege to tripping with the music made by Domadora in The Violent Mystical Sukuma, right?

    For those who enjoy bands with a more psychedelic approach through extensive tracks in highly stoned jams, where the vocals are in the background but cause an interesting effect when inserted, The Violent Mystical Sukuma is an album that will give you great moments, no doubt !

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s