Faces of the Bog – Ego Death

 

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Psych / Sludge / Doom
Estados Unidos
Facebook / Bandcamp

Ego Death é o debut da banda americana Faces of the Bog e foi lançado no dia 4 de Outubro. Contando com a produção do grande Sanford Parker, o álbum traz  faixas muito bem executadas e com uma sonoridade mais adversa que a maioria dos lançamentos que surgem no estilo. Enquanto muitas bandas optam em fazer um tipo de som que se encaixe melhor dentro daquilo que é mais tradicional, a Faces of the Bog tem uma ambição que vai mais além disso, as ideias que a banda possui na forma de criar sua música apresenta um vasto leque de influências, possibilitando assim, que a banda siga um caminho com mais perspectivas.

O mais interessante nessa abordagem adversa e ampla feita pela banda, é que o tempo inteiro ficamos aguardando ansiosamente para saber como a banda vai prosseguir com sua sonoridade. As progressões das faixas são incríveis e de muita qualidade, apresentando transições constantes entre o ritmo e tom abordado pela banda. Sim, Faces of the Bog é uma máquina de criar riffs e executar um som pesado, por mais que a banda faça bom uso de influências vindas do lado mais progressivo da música, os apreciadores de uma sonoridade pesada vão se sentir à vontade com o álbum, que ao menos pra mim traz uma pegada que lembra bandas como Mastodon e Isis em seus primeiros álbuns.

Cada faixa do álbum apresenta uma abordagem única dentro do padrão adotado pela banda. “Drifter in the Abyss” segue um ritmo mais intenso e pesado, com um instrumental trazendo uma orientação mais direta e os vocais se revezando de maneira muito precisa. Na faixa “Ego Death” a banda faz uma dosagem entre peso e psicodelismo, além do uso marcante dos vocais limpos em contraste com os vocais harsh. Nas faixas “The Serpent & the Dragger” e “Blues Lotus” é onde as composições se tornam mais ambiciosas, ambas apresentam construções impactantes e um vasto repertório de ritmos, indo desde as passagens mais pesadas e furiosas mais características, à belos arranjos dentro da pegada progressiva feita pela banda e uma aura psicodélica incrível, capaz de criar uma atmosfera deslumbrante e bem tocante.

Ego Death foi a melhor maneira possível de iniciar o mês de Outubro, me impressiono muito com a capacidade que a Faces of the Bog possui e com a visão mais ampla e dinâmica que a banda apresenta. Esse é um tipo de música para aqueles que querem algo que fuja do óbvio, que vá mais além e seja capaz de surpreender a cada novo detalhe que é apresentado.

Tracklist:

01 – Precipice
02 – Drifter in the Abyss
03 – Slow Burn
04 – The Serpent & the Dagger
05 – Ego Death
06 – The Weaver
07 – Blue Lotus

(translation in the comments)

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2 opiniões sobre “Faces of the Bog – Ego Death”

  1. Ego Death is the debut album of the american band Faces of the Bog and was released on October 4. Having on the production the great Sanford Parker, the album brings a very well executed work and with a more adverse sound that most releases that arise in style style. While many bands choose to make a type of sound that fits best within what is more traditional, Faces of the Bog has an ambition that goes beyond that, the ideas that the band has in the way of creating your music features a wide range of influences, thus enabling the band to follow a path with more prospects.

    The most interesting in that adverse and comprehensive approach taken by the band, is that the whole time we were eagerly waiting to see how the band will continue with its sound. The progressions of the tracks are amazing and in a great quality, with constant transitions between the pace and tone approached by the band. Yes, Faces of the Bog is a riff creating machine and run a heavy sound, as much as the band make good use of influences from the more progressive side of music, lovers of heavy sound will feel comfortable with the album that at least for me brings a footprint reminiscent of bands like Mastodon and Isis in her early albums.

    Each track on the album presents a unique approach within the standard adopted by the band. “Drifter in the Abyss” follows a more intense heavy pace, with an instrumental bringing a more direct guidance and vocals taking turns in a very precise way. In the track “Ego Death” the band makes a dosage between weight and psychedelia, besides the striking use of clean vocals in contrast to the harsh vocals. The tracks “The Serpent & the Dragger” and “Blues Lotus” is where the compositions become more ambitious, both have striking buildings and a vast repertoire of rhythms, ranging from the heaviest passages and more furious features, to the beautiful arrangements within the progressive footprint made by the band and an amazing psychedelic aura, able to create a stunning and good touching atmosphere.

    Ego Death was the best way to start the month of October and impressed me a lot with the ability of the Faces of the Bog has and the wider and dynamic vision that the band presents. This is a type of music for those who want something to run away from the obvious, to go further and be able to be surprised by every new detail that appears.

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