Holy Serpent – Temples

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Holy Serpent – Temples

Stoner / Doom
Australia
Facebook / Bandcamp
Riding Easy Records

Após quase dois anos de estrear com o ótimo EP auto intitulado, a banda australiana retorna com o maravilhoso Temples, lançado pelo selo da Riding Easy Records. Esse é um daqueles álbum que a sonoridade vai te conquistar logo nas primeiras audições, por conter características já conhecidas e apreciadas dentro do estilo, além de trazer uma versão mais amadurecida e completa do quarteto australiano, que se com o EP de estréia já colheu boas críticas sobre o material apresentado, pode agora se estabelecer como um dos novos grandes nomes dentro do cenário.

O ponto principal de Temples, é como a banda encaixa perfeitamente todos elementos vindos do Doom, Stoner, música psicodélica e até algo vindo direto da cena Grunge dos anos 90 (especialmente os vocais, em que alguns momentos trazem à memória o grande Layne Staley), de uma forma coesa e bem elaborada. A cada novo momento que surge no decorrer do álbum, o que se escuta é um instrumental bem desenvolvido e uma banda que tem total controle na execução de suas ideias.

A abertura acontece com “Purification By Fire”, traz um instrumental lento, com riffs num peso sob medida, um padrão rítmo marcante no baixo, com a companhia da bateria que lentamente se extende pela faixa e o vocal num tom levemente assustador do Scott Penberthy.

“Bury Me Standing” inicia-se com um solo de guitarra frenético num tom “Wha” e bruscamente entra num ritmo cadenciado, repleto de peso e uma dinâmica bem interessante entre os instrumentos, destaque para a pulsante linha de baixo  inicial. Novamente o vocal de Penberthy ecoa pela faixa de uma maneira sombria. A segunda mudança rítmica da faixa, leva o instrumental para uma abordagem mais pesada, suja e com altos tons de psicodelismo.

“Toward The Sands” exemplifica bem a evolução da banda na forma de experimentar novas características  em sua sonoridade. A banda alterna o ritmo de uma maneira tão precisa que em um instante, você vai do mais arrastado e sombrio Doom Metal à uma pancadaria de riffs em velocidade mais acelerada que o habitual. Outro ponto forte na faixa, é a forma como ela evolui. Os instantes finais transitam entre um instrumental mais limpo, coeso, repleto de guitarras com certa distorção em uma vibe chapada, com o peso esmagador criado pelo instrumental.

“The Black Stone”, seu repertório conta com um timbre absurdo no baixo, alguns riffs mais sludgy e uma bateria que em muitos momento tem um tom monolítico mas assustadoramente esmagador. Os vocais aqui soam como uma versão mais lenta e sombria que alguns do AIC, acho interessante como Penberthy consegue fazer esse tipo de vocalização se encaixar tão bem dentro do instrumental da banda. A faixa ainda possui uma pegada mais dronica e um tom psicodélico sombrio em alguns instantes, ambos bem inseridos ao decorrer da faixa.

Por fim, a épica “Sativan Harvest”, faixa mais longa em Temples e aquela que apresenta a melhor composição entre as cinco faixas contidas no álbum. No primeiro momento da faixa, somos introduzidos à uma atmosfera ainda mais densa e sombria do que presenciamos nas faixas anteriores. Vagarosamente a banda vai construindo a faixa, que a cada nova inserção vai se transformando em algo ainda mais poderoso e sombrio. Na metade da faixa, a banda deixa sua influência da música psicodélica aflorar, antes de nos arrastar de volta para ao clima abismal conduzido por riffs num peso esmagador, levemente num clima dronico e com os vocais fantasmagóricos de Penberthy se destacando. No final da faixa, os cellos e synths criam um escape sonoro tranquilo e pacífico para o clima devastador e sombrio que a banda nos proporcionou durante 43 minutos de álbum.

Temples é lançado hoje pela Riding Easy Records e tem tudo para figurar entre os principais lançamentos do ano. É ótimo ver como a Holy Serpent amadureceu tanto nesse período e evoluiu para uma banda capaz de superar todas as expectativas. Confiram!

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After nearly two years of debuting with great self-titled EP, the Australian band returns with the amazing album Temples, released by the label  Riding Easy Records. This is one of those album that the sound will soon win you at the first hearings, contain already known appreciated features within the style and bring a more mature and complete version of the Australian quartet, that with the debut EP already reaped good criticism of the material presented, can now establish itself as one of the new big names in the scene.

The main point of Temples, is how the band perfectly fits all welcome elements of Doom, Stoner, psychedelic music and even something coming straight from the Grunge scene of the 90s (especially the vocals, in a few moments bring to mind the great Layne Staley) , in a cohesive and well thought out way. Every new moment that arises in the course of the album, what you hear is a well-developed instrumental and a band that has full control in the execution of their ideas.

The opening takes place with “Purification By Fire”, brings a slow instrumental riff in weight size, a striking rhythm pattern on bass, with the drums company that slowly extends the track and  vocal in a slightly scary tone by Scott Penberthy .

“Bury Me Standing” begins with a frantic guitar solo in a “Wha” tone and suddenly enters a measured pace, full of weight and a very interesting dynamic between the instruments, especially the initial pulsating bass line. Again the vocals from Penberthy echoes the track in a dark way. The second rhythmic change in the track, takes the instrument to a heavier dirty approach with high tones of psychedelia.

“Toward The Sands” exemplifies the evolution of the band in order to try out new features in its sound. The band switches the pace in a manner so precise that in an instant, you will from the more dragged gloomy doom metal at one pounding riffs in faster speed than usual. Another strong point in the track is the way it evolves. The final moments pass between a cleaner instrumental, cohesive, full of guitars with some distortion in a stoned vibe, with the crushing weight created by the instruments.

“The Black Stone”, its repertoire has an absurd tone in the bass, some more sludgy riffs and drums that has in many times a monolithic tone but scarily overwhelming. The vocals here sound like a slower dark version that some of the AIC, I find it interesting how Penberthy can do this kind of vocalization fit so well within the instrumental.. The band also has a more drone footprint and a psychedelic dark tone in a few moments, both well set the course of the track.

Finally, the epic “Sativan Harvest” longest track in Temples and the one that has the best composition of the five tracks on the album. At first in the track, we are introduced to an atmosphere even more dense and somber than witnessed in the previous tracks. Slowly the band builds the track, that each new insertion is transformed into something even more powerful and gloomy. In half of the track, the band leaves its influence of psychedelic music emerge before we drag back to the abysmal climate riffs led by a crushing weight slightly in drone footprint and the phantasmagoric  vocals by Penberthy highlighting. At the end of the track, the cellos and synths create a quiet and peaceful sound escape to the devastating somber mood that the band has given us for 43 minutes.

Temples is released today by Riding Easy Records and has everything to be among the major releases of the year. It’s great to see how the Holy Serpent matured so much during this period and evolved into a band able to exceed all expectations. Check it out!

Tracklist:
01 – Purification By Fire
02 – Bury Me Standing
03 – Toward the Sands
04 – The Black Stone
05 – Sativan Harvest

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